domingo, 5 de maio de 2013

Convertidas à pressa

O debate promovido pela Braga + e JovemCoop parece ter mudado o destino das Convertidas
Segundo o Diário do Minho de hoje, a Câmara Municipal de Braga prepara-se para expropriar, com «caráter de urgência», dois imóveis vizinhos e um logradouro na zona das Convertidas, com o objetivo de aí implantar a nova Pousada da Juventude, inicialmente prevista para o convento de São Francisco, em Real. A proposta vai ser apresentada na próxima reunião do Executivo, sendo inserida no “plano de reabilitação do centro histórico”, enquanto próxima grande intervenção municipal.
Ora, saudando as intenções demonstradas pela autarquia na recuperação das Convertidas, não consigo entender a pressa do Presidente da Câmara no que à questão da Pousada da Juventude diz respeito. Nunca lhe reconhecemos uma particular preocupação com este tema ou com assuntos relativos à recuperação do património...
Por isso mesmo, cumpre requerer ao executivo que responda taxativamente às seguintes questões:
  • Na sequência do debate promovido em novembro último, pela JovemCoop e Braga +, ficou selado um interessante compromisso entre o vereador Hugo Pires e a coligação Juntos por Braga, representada por Ricardo Rio no sentido de estudarem em conjunto a melhor solução para a preservação deste monumento bracarense. Houve algum tipo de abordagem à oposição no sentido de promover o consenso quanto a este assunto?
  • Porque só agora se interessou o executivo pela preservação das Convertidas?
  • A quem pertencem os edifícios anexos ao monumento, que a autarquia tão zelozamente pretende expropriar?
  • A posição do secretário de Estado da Juventude a respeito deste tema (recomendo esta reflexão do Ricardo Silva) pode influenciar o andamento do processo?
Clareza precisa-se! Os cidadãos estão atentos...

10 comentários:

  1. Se Braga não tem ainda uma Pousada da Juventude a responsabilidade é do Governo PSD que não cumpriu o acordado. Estás aqui a defender quem, afinal? Braga ou o PSD?

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  2. Braga não tem Pousada da Juventude? Tem sim. O que está em causa é o repentino interesse do Presidente da Câmara neste caso e o seu particular interesse em expropriar as casas ao lado. A quem pertencerão os imóveis?
    Não pense que caio nessa de desviar o assunto principal do post com temas que não foram para aqui chamados. Mas vai ser essa a estratégia eleitoral do PS Braga, não é verdade? Desviar as atenções para o Governo, para que não se consiga meditar em assuntos que não convêm.

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  3. De quem é a responsabilidade da inexistência de uma NOVA Pousada da Juventude em Braga? O seu amor ao PSD impede-o de criticar a falta de cumprimento por parte do governo do mesmo partido?

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    1. Continua o fait divers... Responda-me de quem são os imóveis ao lado das Convertidas e eu respondo à sua questão, sendo certo que o "meu amor" é Braga e não nenhum partido (ou empreiteiro) em particular.

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    2. Não sei de quem são as casas. Diga-me você. Mas sei de quem é a responsabilidade de Braga não ter uma nova Pousada da Juventude. E você também sabe mas não quer admitir para não estragar o jogo do seu candidato.
      Vejo que já tem os tiques dos arregimentados do sistema sejam do PS ou do PSD são todos iguais e você não escapa. Quem gosta de Braga não perde a lucidez e se você gostasse de Braga mais do que do seu candidato teria a sensatez de criticar o PS e o PSD neste tema.

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    3. A minha preocupação não é a pousada da juventude. Se existisse financiamento para a mesma, obviamente preferia que se aproveitasse para recuperar um exemplar patrimonial em particular risco. A minha preocupação é apenas salvar o edifício das Convertidas. Quanto aos tiques, vá fazer acusações para dentro do seu partido, onde a liberdade de opinião e a livre escolha não abunda. Bem o prega Frei Tomás...

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  4. Creio não se poder medir a responsabilidade de não haver um anova Pousada da Juventude simplesmente apontando argumentos ao governo PSD e ao executivo PS.
    Se é certo que ambos terão responsabilidade na inexistência da construção do equipamento, também me parece certo que não o temos por falta de um projecto integrado, que tenha como principal valência a juventude e o reordenamento urbano.
    Vejamos que a primeira escolha (Convento de S.Francisco) era visto como pilar de uma reestruturação urbana em Real. Contudo, os gastos com a arqueologia e o facto de se localizar longe do centro são argumentos de peso para se influenciar uma nova localização.´
    Penso que mais do que escrutinar a responsabilidade de não ter, torna-se necessário criar esforços para ter um novo equipamento que sirva a cidade. Obviamente que, tal como no caso da Fábrica Confiança, reitera-se a ideia de querer a Nova Pousada, mas não por qualquer preço. Se for para expropriar os terrenos em causa, espero que haja um critério e uma visão de conjunto para aquela área, para que não se subtraia à cidade um espaço verde (completamente abandonado, é certo), para investir numa negociata que ficará parada.
    Nos tempos que correm, requer-se ainda mais bom senso nas opções que afectarão a vida dos munícipes.

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  5. Mas afinal tu defendias a recuperação do convento e a agora estás preocupado por ele vir a ser recuperado? Sabes qual é o teu problema? Fazes o papel de bobo da corte do teu rei. E como ficas preocupado por n poder usar mais a desculpa de k akilo vai estar a cair aos pedaços, esscreves isto. Rui, estás a desempenhar um papel que não é o teu. Prometeram-te algo mas eles vão descartar-te. É assim que eles usam gente boa e ingénua como tu. Tu até podes vir a ser alguém nesta cidade, mas não é a fazer este papel ridículo. É que assim nunca ninguém vai dar valor ao teu trabalho e sabedoria, mas vão sempre olhar-te como o menino de bolso de alguém.

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    1. Não reconheço ao senhor anónimo socialista qualquer legitimidade para fazer as acusações pessoais que faz a meu respeito. Estou apenas a defender aquilo em que acredito. Ingénuo seria se, depois de todos estes anos, acreditasse nas boas intenções do Presidente da Câmara. O que vai a votação na quinta-feira não é a recuperação das Convertidas, mas a expropriação urgente de edifícios contíguos. Consegue explicar a motivação deste negócio "urgente"?

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  6. Meus amigos. Deixemos a politiquice e defendamos o que os nossos maiores nos legaram.
    Os partidos são bem-vindos desde que remem todos para o mesmo lado: o bem da NOSSA CIDADE.

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