sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ideias para Braga: estátua a D. Diogo de Sousa

Todas as cidades têm os seu heróis e figuras preponderantes na sua história. Braga também as tem, com a agravante de parecer pouco as estimar. 
O facto do crescimento demográfico intenso da cidade ter proporcionado uma diversidade de proveniências muito vasta, é factor para uma quebra da própria identidade da cidade. Há que fazer ver aos novos bracarenses as tradições, história e factores de identidade. 
Parece-me que esse fenómeno de busca de identidade se tem intensificado. Os novos bracarenses aceitam e integram as tradições de Braga, criam novos fenómenos (como é o bananeiro no Natal, que atingiu proporções nunca imaginadas...) e sentem os sucessos e insucessos da cidade (veja-se o fenómeno Sporting Clube de Braga).
Todavia, ainda está por homenagear grande parte dos protagonistas desta tão fiel como antiga cidade de Braga. Nas principais cidades europeias observam-se grandes estátuas e monumentos a essas figuras incontornáveis. Aqui ficamo-nos por nomes de escolas ou museus e um colóquio ou congresso de quando a quando.
D. Diogo de Sousa é incontornavelmente o maior vulto da história de Braga. Arcebispo entre 1505-15032, lançou as bases do urbanismo da cidade até quase ao século XX e voltou a torná-la grande, numa altura em que poderia ter sido condenada ao esquecimento. Os descobrimentos abafaram as cidades que não estavam junto ao mar - Coimbra salvou-se por causa da Universidade... - e D. Diogo de Sousa, conhecedor da Roma renascentista, dotou Braga de novas ruas e espaços urbanos, mandou construir novos templos, fontes e infra-estruturas para o comércio. Convidou artistas para virem trabalhar em Braga e assistiu à fundação de novos conventos e promoveu a existência de formação superior, através da fundação do Colégio de São Paulo.
Lisboa homenageou o homem que a reconstruiu com a maior estátua do país, Barcelona destaca a sua estátua a Colombo...e Braga não poderia ter uma grande estátua a D. Diogo de Sousa?
Quantos bracarenses sabem o que a sua obra e administração significou para a cidade?

5 comentários:

  1. Se D. Diogo de Sousa merece uma estátua por ter provocado uma revolução urbanística na velha cidade, Mesquita Machado também não merecerá? Amigo daqui a 200 anos, a acção do actual edil também será realçada ou não será assim? Uma questão de perspectiva temporal...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Seguramente merecerá, não pelas melhores razões!
      José Gomes

      Eliminar
    2. Mas tal como hoje entendemos haver necessidade de homenagear D. Diogo de Sousa, devemos deixar para a gerações vindouras julgar a acção do edil Mesquita Machado. Seguramente, elas, daqui a 300 ou 400 anos terão um visão mais fundamentada e alicerçada para fazer, ou não esse tributo.

      Eliminar
  2. Acho um profundo disparate comparar D. Diogo de Sousa a Mesquita Machado. Um preocupou-se com o interesse público; o outro com o interesse dos amigos. Um preocupou-se em alargar ruas, dotar a cidade de espaços públicos de fruição; o outro em apertar ruas, aproveitar ao máximo a rentabilidade de terrenos e poucos espaços de fruição criou...
    Uma homenagem serve para reconhecer o mérito e o altruísmo, não propriamente outras qualificações.

    ResponderEliminar
  3. A estátua do cónego melo está à espera de ser colocada no pedestal.

    ResponderEliminar