terça-feira, 7 de maio de 2013

Memória Maior: Braga, capital do Minho



Braga era, e foi-se tornando a partir do século XII, a cabeça do Entre-Douro-e-Minho, título que vai perder aquando da reorganização administrativa promovida pela reforma liberal no segundo quartel do século XIX. Esse facto, que individualizou o Minho, pela primeira vez, como identidade regional fomentou a troca de influências entre as terras agrupadas nesta região cuja delimitação era pré-existente à questão administrativa. Essa fronteira que, mais do que geográfica, delimitava uma forma de vida concreta, enquadrada num linguajar comum, traçou com nitidez a silhueta minhota e fez crescer um fenómeno identitário, bem presente na coerência etnográfica hoje decifrada. Ainda no século XX, Braga conservava esses sinais dignos da capital de uma província rural, onde não faltavam as romarias, o folclore e os hábitos da sociedade rural.
Esta gravura do arco da Porta Nova, supostamente dos finais dos anos 60, deixa-nos uma amostra de uma Braga que se foi adaptando a novos estilos de vida e deixando para trás a sua veia ruralizante. Uma delícia! 

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