segunda-feira, 6 de maio de 2013

O milagre da multiplicação dos passes sociais

É a notícia do dia! Hoje ficamos a saber que apenas cerca de 5 mil bracarenses não têm passes sociais dos TUB. Em 2012, os cofres municipais foram chamados a suportar encargos com 176.248 passes sociais que a transportadora municipal emitiu para reformados e pensionistas, estudantes de todos os graus de ensino, jovens munícipes, cidadãos deficientes e respetivos acompanhantes.
O mais extraordinário destes números é que o total de pensionistas abrangidos pelos passes sociais dos TUB - 84. 237 - é superior ao total de pensionistas do município de Braga: 23.894 pessoas com idade superiores a 65 anos. Ora, nem que todos os pensionistas bracarenses tivessem passe social, seria possível atingir os valores financiados pela autarquia! Podemos acrescentar ainda, nem que todos os pensionistas do distrito de Braga tivessem passe social para frequentar os autocarros dos TUB seria possível atingir o valor de 84 mil pensionistas abrangidos. Talvez venham alguns do Porto...
Quanto aos estudantes acontece o mesmo fenómeno multiplicativo: 87.860 passes, valor que corresponde a 1,5 vezes a população total do concelho que frequentava o ensino escolar em 2011!
Seria bom que a empresa municipal bracarense, que é gerida pelo erário de todos os cidadãos de Braga, viesse urgentemente dar explicações sobre estes estranhos números. Ou isto tem uma justificação lógica - nomeadamente o facto dos passes existentes serem multiplicados pelos 12 meses do ano - ou estamos diante de um caso questionável na gestão do que é de todos nós.
Mais uma vez, se não fosse o Diário do Minho continuaríamos sem tomar conhecimento destas curiosas estatísticas...

5 comentários:

  1. concordo que a TUB devia ter tomado uma posição sobre isto, mas isto é tão ridículo que eu até compreendo o silêncio.

    de facto o que é que a TUB ia dizer? O que toda a gente sabe? Que os passes são mensais? Que as pessoas podem optar por carregar ou não num determinado mês? Que um reformado pode carregar 1 vez por ano e que outro pode carregar 12 vezes por ano? Obviamente que se está a falar de carregamentos e só a má fé pode sugerir o contrário! Até pelas contas! Pois a ser verdade o que o jornalista insinua, as receitas da TUB tinham que ser, necessariamente, muito maiores!!! (é que os passes sociais não são gratuitos...)

    e quanto a um eventual esclarecimento, então os jornalistas podem escrever as barbaridades que querem e se os visados não responderem a notícia passa a ser verdade?

    a especulação do jornalista é tão ridícula que não pode ter outro motivo senão puro eleitoralismo, e isso sim é que devia ser denunciado por quem tanto se preocupa com a urbe.

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    1. Sr. Rui Martins com todo o respeito, mas esta notícia vem em vários meios de comunicaçao, inclusive no Diário do Minho (http://www.diariodominho.pt/conteudos/49861), ou seja, em que quer que acreditemos? No seu testemunho? Sugere que estes nºs se referem a carregamentos e não ao nº de passes. Onde estão as provas, ou uma explicação daquilo que sugere? Obrigado

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    2. Sr. Rui Martins com todo o respeito, mas esta notícia vem em vários meios de comunicaçao, inclusive no Diário do Minho (http://www.diariodominho.pt/conteudos/49861), ou seja, em que quer que acreditemos? No seu testemunho? Sugere que estes nºs se referem a carregamentos e não ao nº de passes. Onde estão as provas, ou uma explicação daquilo que sugere? Obrigado

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    3. Sr. Rui Martins com todo o respeito, mas esta notícia vem em vários meios de comunicaçao, inclusive no Diário do Minho (http://www.diariodominho.pt/conteudos/49861), ou seja, em que quer que acreditemos? No seu testemunho? Sugere que estes nºs se referem a carregamentos e não ao nº de passes. Onde estão as provas, ou uma explicação daquilo que sugere? Obrigado

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    4. Sr. Severiano Melo, desculpe, mas é mentira que isso tenha vindo em diversos órgãos de comunicação social. Veio no Diário do Minho apenas, pois aparenta ser um artigo de "investigação" do próprio jornalista. E pelos números apresentados, parece-me que o jornalista se baseou no relatório e contas da TUB que encontrei disponível para acesso público aqui:

      http://tub.pt/images/stories/downloads/rl2012.pdf

      (veja a página 13)

      É fácil perceber que o jornalista fez uma interpretação abusiva do que lá aparece, pois toda a gente sabe que os passes são um título mensal. Aliás, se assim não fosse que interesse teria a TUB em publicar um número escandalosamente maior de reformados do que aqueles que realmente existem em Braga? Isso justificaria o quê? É que também ainda não percebi essa parte.

      Aliás, a interpretação que o jornalista fez é o mesmo que considerar que os milhões de passageiros transportados referidos pela TUB se referem a pessoas únicas, o que é totalmente descabido, como é óbvio, pois significaria que toda a população de Portugal e mais uns quantos tinha viajado na TUB...

      Mas você tem toda a razão! Cada um acredita no que quiser!

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