quarta-feira, 8 de maio de 2013

O sobrevivente do naufrágio

Há um naufrágio que se avizinha no PS Braga. O caso da urgente expropriação dos edifícios contíguos às Convertidas não vai ficar por aqui e a credibilidade do actual executivo sai naturalmente afectada. Com a candidatura da lista independente apoiada pelo Bloco de Esquerda, muitos dos socialistas que suportaram António Braga vão preferir um voto mais à esquerda, do que engolir um sapo do tamanho de Ricardo Rio. O escandaloso caso dos parcómetros, ascrescido da má gestão das piscinas olímpicas, relvados sintécticos e dos sucessivos falhanços dos projectos A Regenerar Braga, afectaram a imagem já de si desgastada da autarquia liderada por Mesquita Machado. O caso do dia de hoje é bem mais sério e pode ter assassinado as já reduzidas hipóteses de vitória socialista na autarquia.   
Vítor Sousa já afirmou peremptoriamente que não quer fugir da sombra de Mesquita Machado e o histórico autarca retribuiu-lhe o mimo no suplemento eleitoralista publicado entretanto.
Enquanto isso, Hugo Pires é atirado às feras. Foi o único a dar a cara na trapalhada dos parcómetros, quando o rosto do responsável se escondeu atrás da cortina e do copito de bagaço. Na questão das Sete Fontes foi também chamado a responder por anos de incompreensíveis decisões da parte da autarquia à qual ainda nem sequer pertencia. Saberá lá, Hugo Pires, o que ia na cabeça de Alpoim para permitir a urbanização nas Sete Fontes...
E, como se já não bastasse, deixa estourar o caso da Pousada da Juventude nas mãos do jovem vereador. Porém, não é Hugo Pires que tem que responder pelo projecto da pousada nas Convertidas. No debate público, promovido pela Braga + e JovemCoop, ficou selado um acordo sincero entre o executivo, representado por Hugo Pires, e pela oposição, representada por Ricardo Rio, no sentido de estudarem juntos a melhor possibilidade para o histórico edifício. Entretanto, o senhor Presidente decidiu chamar a questão a si. Ele, que sempre defendeu o património, como sabemos...
No lugar de Hugo Pires, jovem valor do PS bracarense, tentava credibilizar a própria imagem, afastando-me da lista que vai ser apresentada à autarquia e manifestando a intenção de ser e agir diferente dos actuais protagonistas. Esperar 12 anos, após terminar o ciclo Ricardo Rio, seria uma excelente solução. A política brácara necessita urgentemente de políticos límpidos e impolutos. Se de um lado da contenda é muito fácil reconhecer esses perfis, do outro sobra um sobrevivente, assim ele se queira proteger.
Pessoalmente, conheço e reconheço qualidades em jovens socialistas como Rui Dória, Miguel Corais, Rui Silva ou José Litra, mas há um passado a extirpar e para isso é necessário vontade de o romper.
O que mais apreciaria? Que amanhã Hugo Pires, fiel aos seus princípios, se abstivesse da votação da propalada expropriação. Afinal, Mesquita Machado só detém o poder que lhe quiserem dar...
Oxalá, oxalá...

4 comentários:

  1. Não reconheço meritos a qualquer politico profissional. Todos os que falas te Rui são politicos profissionais... por isso para mim não têm qualquer mérito... prefiria mil vezes um gajo desempregado que o maximo que teve foi um contarto com o salario minimo e que foi obrigado a trabalhar numa caixa de supermercado ou numa faabrica ou numa padaria... esses sabem o que a vida custa... agora meninos politicos que a unica coisa que tiveram foram cargos de nomeaçao (ou pelo menos 3 dos que referis te). Para mim n têm qlq credebilidade.

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  2. reconhecer qualidade em miúdos...

    estamos a falar em qualidade e credibilidade para estar na política, eu sei que o estado actual das coisas pode levar a exigir pouco, tamanha é a falta de nível e competência daqueles que estão "no poleiro", agora mérito a "riquinhos das jotas" que não fazem nenhum é abusar. é o estado deste país, parece que não há muita esperança a nível político mesmo...

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  3. Também concordo com o problema dos políticos profissionais.

    Mas o problema já vai no topo. Afinal o que são, e sempre foram, Passos Coelho e António José Seguro?

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  4. Hugo Pires tem dois problemas: é incompetente, ou finge que o é, e tenta fazer dos outros parvos.
    Como a seguir publicarei, o jovem vereador da máquina CMB, perante uma denúncia, escreve que determinado assunto é da competência da PSP e não da Polícia Municipal.
    Ora, três dias após, a PM afirma que o assunto é da competência do pelouro de Hugo Pires e que este, sim, deveria dar uma resposta.
    Ambas as respostas chegaram cerca de três anos após a denúncia, várias cartas registadas e três reclamações em livro amarelo.
    A incompetência não é crime; a ocultação talvez. O amiguismo certamente.
    Mais veremos.

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