quarta-feira, 8 de maio de 2013

Queremos mesmo salvar o Salão Egípcio?

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Na mais recente sessão da Assembleia Municipal, por louvável iniciativa dos deputados da CDU, foi votada favoravelmente uma recomendação à Câmara Municipal de Braga pela classificação do salão egípcio como património de interesse municipal. Esta proposta foi aprovada por unanimidade, mas tem naturalmente que ter seguimento no executivo municipal.
Dado que a preservação deste espaço é um imperativo de qualquer futura reabilitação deste edifício, fica a pergunta: se há efectiva vontade de proteger este espaço, então o actual proprietário não deveria ser chamado - pelo menos - à sua protecção e salvaguarda? Vamos esperar que o salão se deteriore de vez, para lamentar a sua perda e incapacidade para reabilitá-lo?

Por tudo isto, a classificação como património de interesse municipal é importante. A autarquia ficaria com mecanismos legais para obrigar o proprietário a cumprir com a sua obrigação, para além de poder invocar o interesse público para retirar a posse a quem a detém actualmente. Património é património e, portanto, há que usar os mecanismos legais para o proteger e salvaguardar.

Emtretanto, decorre, na biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, uma exposição fotográfica, da autoria de Fernando Mendes e Luís Machado, a propósito deste espaço e do desaparecido ateneu comercial. Porque o comércio jamais pode ser esquecido numa cidade que se desenvolveu mormente à sua sombra.

1 comentário:

  1. Quem foi o deputado do psd que votou contra esta proposta?

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