domingo, 30 de junho de 2013

Uma paixão chamada Sporting de Braga

Um hino contra a tirania e os tiranos...


O Hino da Maria da Fonte é um símbolo da luta contra a tirania e a favor da liberdade. Utilizado em memória do movimento popular que despoletou no Minho em 1846, serve também hoje de banda sonora contra a acção tirânica de certos políticos...

Até quando bracarenses?

DM, 30/06/2013
O Diário do Minho de hoje conta-nos uma história verídica que é paradigmática da forma de estar de alguns políticos da nossa urbe. Afinal vivemos em democracia ou numa espécie de ditadura encapotada?
No dia 29 de setembro podemos derrotar de vez esta forma de estar na política. Até quando bracarenses?

sábado, 29 de junho de 2013

Festas de Viana ultrapassam São João de Braga

O pedido de Declaração de Interesse para o Turismo da Romaria d'Agonia, que pretende garantir a autenticidade e promoção internacional da festa, foi aprovado pelo Instituto do Turismo. Mais uma vez o São João de Braga a ficar para trás no contexto das romarias minhotas. E pensar que as sanjoaninas bracarenses já foram consideradas as maiores festas do país.
Até quando bracarenses?

Comentário insuspeito sobre o novo Braga

Record 29/06/2013 (Retirado de www.superbraga.com)

Por onde andará o Gonçalo Sampaio?

O professor Gonçalo Sampaio foi um insígne botânico e folclorista, autor do famoso cancioneiro minhoto, a quem Braga soube homenagear com um busto. Este monumento foi levantado no parque da Ponte, talvez por causa da sua dedicação ao estudo das plantas e pelo seu contributo à musica popular que tem o seu palco principal neste local, durante as festas de São João. O busto era da autoria do grande escultort portuense Abel Salazar e foi recolocado no parque em 2009, após quase duas décadas guardado numa arrecadação.
Porventura alguém o achou bonitinho e o retirou do seu devido lugar e já passou mais de um ano. Alguém o viu por aí? Não consta que as entidades responsáveis já tenho dado pelo seu sumisso.
A provar que sem pessoas, sem condições para que elas usufruam do espaço, o parque da Ponte vai estar sujeito a todo o tipo de atentados...

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sameiro Araújo na lista do Juntos por Braga

Sameiro Araújo é o nome escolhido para completar a lista da coligação Juntos por Braga à Câmara Municipal de Braga. A putativa candidata à pasta do desporto é reconhecida pela sua assertividade e competência na gestão do atletismo do Sporting de Braga, que tantas alegrias foi dando aos bracarenses.
Um nome surpreendente mas que enche de esperanças aqueles que gostam de Braga e de uma gestão desportiva equitativa, sem gastos superfluos em relvados sintécticos que nao se sabe bem a quem favoreceram - se à população ou se à empresa que os construiu... - e que trate todos os clubes do município por igual no que toca aos apoios financeiros. Quem forma mais merece mais!
A histórica treinadora do atletismo do maior clube do Minho não tem papas na língua e sabe defender o essencial. Esta notícia deve ter deixado alguns socialistas em estado de sítio.
Será que Sameiro Araújo vai conseguir que o Sporting de Braga volte a ter seniores a competir no atletismo nacional? Espero bem que sim...

Mimarte, o festival de teatro de Braga


O festival de teatro “Mimarte”, iniciativa do Pelouro Municipal da Cultura, que acontece habitualmente entre o final de Junho e início de Julho, arranca esta noite. O programa desta edição aparece particularmente enriquecido. Vale a pena dar uma olhadela!
Marco firmado do ciclo cultural bracarense, o certame, que já vai em 14 edições, destaca-se pela elevada adesão de público, que acaba por lotar completamente as plateias do Rossio da Sé, Arcada, Átrio do Museu D. Diogo de Sousa e, também do Theatro Circo. 
A população bracarense tem aderido massivamente, e os turistas presentes na cidade também marcam presença. Todavia, esta actividade não investe na promoção externa e na captação de outros públicos. Apesar da sua elevada qualidade, quantos portugueses já ouviram falar da existência deste festival? 


O dinheiro parou o Mossoró...

Mossoró era um dos símbolos do Sporting de Braga
O Sporting de Braga está a preparar a nova época com grande assertividade, tendo já garantido reforços de peso para a nova temporada. O guarda-redes Eduardo é o nome mais sonante de uma lista, onde consta o ponta de lança Edinho (ex-Académica), o promissor atacante Pedro Santos (ex-Setúbal), os médios Luiz Carlos (ex-Paços) e Luís Silva (ex-Leixões) e ainda o lateral sérvio Miljković.
Todavia, a partida de Mossoró ontem anunciada, a troco de 3,5 milhões de euros, não deixa de ser uma notícia triste. Desde aquela fabulosa época 2009/2010 em que não deixaram o maior clube do Minho ser campeão, que se criou uma mística naquele balneário, protagonizada particularmente por Hugo Viana, Alan ou Mossoró. A saída de Viana e Mossoró, juntamente com Quim, não deixa de se constituir como um risco excessivo. O jogador e o Braga ficam com os bolsos cheios, mas e a mística?
Foram 177 jogos e 15 golos distribuídos por cinco épocas à moda de Braga. Os adeptos jamais o esquecerão e ele prometeu regressar!
E ninguém pára o Mossoró vai deixar de ouvir-se no Axa...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

200 mil vezes Braga Maior

Ontem atingimos mais um marco importante, curiosamente apenas escassas horas depois do dia de São João, folguedo tão relevante no contexto da nossa cidade. O blogue Braga Maior atingiu a marca de 200 mil visitas. Obrigado a todos os leitores pela confiança e interesse demonstrado! Queremos continuar a debater e a dar sugestões para a nossa cidade. Este número motiva-nos e obriga-nos a continuar a lutar por uma Braga Maior!

Boicote jornalístico às sanjoaninas bracarenses

Para os bracarenses mais atentos - no qual não incluo o presidente da Associação de Festas de S. João, que hoje confessou ao Diário do Minho que estava muito contente com a mediatização das festas... - não escapou o facto de, uma vez mais, as Festas de São João de Braga terem sido verdadeiramente boicotadas pelos órgãos de comunicação social de referência nacional.
A única excepção vai para o Porto Canal que, apesar de estar sediado naquela cidade, dedicou toda a sua emissão da noite de 23 de junho aos festejos sanjoaninos bracarenses. Um voto de extremo louvor por isso!
Quanto à RTP, pese todas as queixas de tantos bracarenses, continuou a assobiar para o ar e a gozar literalmente com o principal evento da terceira cidade do país. Nem uma reportagem de escassos segundos... Uma vergonha que merece uma reacção enérgica dos bracarenses. Isto é uma grande falta de respeito, principalmente quando se trata da televisão pública, que tem deveres de isenção a demarcar a sua missão informativa. E que tal um boicote à RTP aqui em Braga?
A SIC, essa televisão que desafiou o poder vigente e montou em tempos um estúdio em Braga, preferiu falar do São João na Figueira da Foz e até em Viseu! Mais uma prova da discriminação da redação desta televisão no Porto, como se já não bastasse o triste caso do túnel do estádio Axa, que muito ajudou o Benfica a ser campeão em 2009/2010.
No que às televisões diz respeito desengane-se quem pensa que a TVI fica ausente deste boicote. O programa "Somos Portugal", transmitido na tarde de 23 de junho em Braga, foi uma boa montra para os festejos, mas uma vez mais nem sequer pôs os pés no parque da Ponte, o cerne do arraial. Ao longo de três dias, o telejornal da TVI, o mais visto de Portugal, andou a fazer directos a partir de um bairro no Porto, onde estavam algumas centenas de pessoas. Enquanto isso, em Braga, já no sábado à noite, o recinto de S. João da Ponte encontrava-se repleto de pessoas. Achei piada à referência ao facto da cascata das Fontainhas ter cerca de 70 anos. Em Braga, os quadros bíblicos no rio Este existem desde 1881. Quem se preocupa com isso?
Quanto ao JN, jornal que tem tentado cativar o público bracarense, havia dedicado algumas páginas às festas bracarenses em 2012. Este ano só deu Porto e deu-se a caricata situação de fazerem a reportagem do festival aéreo e em nenhum momento referirem que era uma iniciativa das Festas de São João...
Nem o Público ou a revista Visão, que por vezes lá iam comentando o que se passava em Braga, quebraram com este boicote generalizado.
Ora, isto é o reflexo da excessiva dependência regional de Braga em face das redações dos órgãos de comunicação sediadas na cidade do Porto. Boicotam o maior evento de Braga, porque este tem bem maior tradição e história, não se reduz apenas a uma noite de festa e porque colocam os interesses pessoais acima do seu dever de isenção e equidade informativa.
Perante isto, o responsável máximo das festas e aspirante à presidência da Câmara, diz-se muito satisfeito...
Até quando bracarenses?

terça-feira, 25 de junho de 2013

Não deixar morrer o São João...

No rescaldo das sanjoaninas bracarenses, não posso deixar de sublinhar uma crónica do jornalista Alexandre Praça a respeito das Festas de São João. Louvo ainda a iniciativa política da Cidadania em Movimento que veio defender a revitalização do São João e denunciar publicamente o desleixo progressivo da organização.
Se é certo que este ano gostei de assistir aos arraiais espontâneos que surgiram por iniciativa de espaços de restauração e associações da nossa cidade - o ambiente nas ruas estava como nunca havia visto - por outro lado, o programa das festas continua a sofrer cortes notórios ao nível da animação de ruas e de certos pormenores que conferem identidade à maior romaria minhota.
Onde estava a tradicional feira popular que preenchia a avenida da Liberdade? Onde estão os foguetes a marcar os principais momentos? Onde estão as bandas a passear-se pelas ruas e os grupos de animação com as rodopiadas mais constantes num passado recente que nos nossos dias? Onde está a promoção nas cidades e vilas do Minho, a confirmar esta centralidade regional de Braga?
Ontem nem os sinos da Sé, que costumavam estar muito activos nos dias 23 e 24 de junho, se ouviram tocar. Recordo-me bem que, até à saída da procissão, o repertório sineiro era preenchido pelo malhão minhoto, o hino da cidade, o hino do São João, a dança do Rei David, entre outros temas que encantavam o ambiente festivo das ruas do centro histórico.
E como falamos de pormenores, não esqueçamos ainda o facto deste ano o quadro do baptismo no Jordão (Este) ter ficado semi-depenado do seu habitual esplendor. Na noite de São João era costume decorar com ervas o local onde se encontram as imagens centrais, de forma a tapar os ferros que lhes servem de suporte. Este ano (à imagem dos anos mais recentes) o brio ficou em casa...
Da mesma forma, a 19 de junho não houve sequer programa previsto; a 23 de junho parece que afinal não houve balão no campo da Vinha, contrariamente ao que estava anunciado.
São pormenores, é verdade, mas é a partir da sua ausência que outros promenores vão sucumbindo e deteriorando o nosso principal património, pelo qual tantos nossos antepassados lutaram por enriquecer.
Continuar a dizer que a Braga Romana já se equipara ao São João, como li numa entrevista concedida ao Correio do Minho pelo principal responsável das festas, é insistir na desvalorização do maior evento da cidade e naquele que mais tradição e identidade transporta consigo.
Quem tiver dúvidas que consulte o programa das festas em 1994 e 1995 e compare com o actual. Será que havia mais dinheiro nesses anos?
Não me parece que esse seja um problema...
A associação de festas de S. João, dado que trata de um legado que pertence a todos os bracarenses, tem obrigação de prestar contas do trabalho que desenvolve, por mais altruísmo e dedicação que esteja na base de grande parte dos seus colaboradores. Só assim poderemos melhorar de ano para ano e não deixar morrer lentamente o nosso principal património comunitário.
Igualmente me parece importante que esta associação seja representativa das associações e forças vivas da cidade. Interpelando o presidente da Associação Comercial, fiquei a saber que esta instituição não tem representante na associação de festas. Da mesma forma me surpreendo por ver tantos militantes de um único partido a constituir a mesma associação...

PS - Uma nota muito positiva para o enriquecimento musical da dança do Rei David. Para além da integração de novos músicos, destacou-se, este ano, a reintegração da flauta entre os instrumentos deste tradicional quadro. A melodia ficou, sem dúvida, a ganhar!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"A primeira cidade" nos cultos de S. João

A procissão era o grande momento das festas sanjoaninas. Na descrição do préstito em honra de São João Batista de 1754 é referido que a «tão Augusta como Fidelíssima Cidade de Braga» é «sempre a primeira nos cultos do mesmo Santo».
Uma prova de que as festas bracarenses se afirmavam já no contexto nacional!

As mais importantes sanjoaninas de Portugal


As festas em S. João da Ponte no ano de 1917
A procissão de S. João a atravessar a rua de S. Marcos em 1917
 As Festas de São João transformam Braga numa aldeia minhota em ponto grande. Este momento do calendário é a imagem de marca da cidade líder da região mais festiva de Portugal. Por isso mesmo, não admira a dimensão alcançada pela sua principal festa, que vai chegar a afirmar-se como a maior romaria de Portugal e um fenómeno turístico sem par, no derradeiro quartel do século XIX. Todavia, a valia e o sucesso das festas bracarenses em honra de São João esconde uma ancestralidade fundamental, que serviu de modelo a grande parte dos restantes festejos regionais.
Se podemos apontar uma data para o início de festejos significativos em honra de S. João em Braga, somos obrigados a apontar o ano de 1150, data em que foi fundada uma igreja dedicada a este santo. Desde esse ano, vai ser do crescimento e desenvolvimento da paróquia e da sua confraria, ambas devotadas a este orago, que irão evoluir os festejos sanjoaninos em Braga. Se é certo que, apenas a partir de 1489, surgem notícias que atestam que as festas já se realizavam com dimensão pública, é difícil não conjeturar que as mesmas já se realizavam desde a fundação deste templo e, com maior propriedade, desde a fundação da confraria que lhe é coeva.
Ao longo do século XVI, temos a convicção, a partir da análise de diversas atas municipais, que as festas de São João, para além de serem um dos sete festejos estatutários da cidade, seriam provavelmente um dos que mais contava adesão popular. A corrida do porco era, por esse tempo, o epicentro dos festejos, que passaram, mais tarde, a ter na procissão e nas exibições de cariz medieval, o seu principal evento. As informações que detemos, relativas à procissão nos finais do século XVII, indicam-nos que seria um momento relevante no calendário anual das celebrações que se realizavam na cidade. A confirmação dessa relevância vem em meados do século XVIII quando já se reconhece o São João como os maiores festejos citadinos a par do Corpo de Deus, que, por essa altura, já era demasiado religioso para a efusividade e excesso impostos pelos cânones sociais dos tempos barrocos. Apesar da depuração das exibições pagãs, exigidas durante o reinado de D. João V, o São João conservou detalhes festivos que entusiasmavam os bracarenses. Vão ser esses detalhes, conservados ao longo de décadas, nomeadamente entre os finais do século XVIII e meados do século XIX, que vão garantir o ressurgimento em força dos festejos.
Na segunda metade do século XIX, Braga, como qualquer localidade minhota, fervilhava de festas e romarias. Qualquer capelania, paróquia ou confraria queria destacar-se das demais pela qualidade dos seus festejos. Nesse âmbito, nas décadas de 1850 e 1860, a cidade de Braga registava cerca de 34 romarias, das quais se destacavam o Senhor da Saúde das Carvalheiras, o Espírito Santo no Bom Jesus, Santa Felicidade na Ponte e o São João, que detinha duas festas: São João do Souto e São João da Ponte. A primeira mantinha a procissão, na qual se inseriam as danças do Rei David e os cânticos dos pastores, quadros que vão sendo devidamente reformulados nesta época. Na capelania sediada na coutada dos arcebispos realizava-se uma feira no dia do santo, que era acompanhada de uma romaria mais popular, potenciada pelo vasto espaço exterior à capela dedicada a São João.  As exibições do Rei David e dos Pastores vão ser decisivas para que o São João mantivesse uma originalidade e um nível de atração de forasteiros, que lhe permitiu destacar-se dos demais festejos que abundavam na cidade. Por isso mesmo, em 1893 vai ser instituída a primeira comissão de festas, que vai unificar os dois festejos sanjoaninos e dar-lhes um impulso ainda maior no que ao número de visitantes diz respeito, número esse que já era significativo por estes tempos. A partir daí, jamais algum cronista ou jornal se atreveu a questionar se alguma outra romaria se teria sobreposto ao São João que, ainda assim, era sempre o termo de comparação, o que já deduz o reconhecimento da sua grandiosidade perante os restantes festejos anuais.
O percurso palmilhado até aos nossos dias confirma este evento como o maior do calendário anual dos bracarenses urbanos e rurais e a centralidade destes festejos na região em que se insere, porém, retira-lhe a importância mediática e turística que vigorou entre a segunda metade do século XIX e o primeiro quartel do século XX. O surgimento dos festejos portuenses, principalmente a partir da década de 30 do século passado, cidade com maior importância demográfica e mediática, acabou por relegar o São João de Braga para uma posição secundária no que à notoriedade diz respeito.
Apesar disso, os festejos bracarenses continuam a apresentar-se com uma originalidade identitária que os individualiza entre os demais festejos portugueses em honra de São João Batista. Por isso mesmo, a análise da história e desenvolvimento destas festas é um imperativo para iniciar um caminho de valorização desta essencial herança patrimonial, histórica e etnográfica da cidade de Braga. 

Hino do São João de Braga

Ó meu S. João Batista
A vossa capela cheira,
Cheira a cravo, cheira à rosa,
Cheira à flor da laranjeira!

Repenica, repenica, repenica
Cantemos o São João
Repenica, repenica, repenica
Cantemos com coração.


Ó meu São João de Braga
Como quereis vossa capela
De cravos e mais de rosas
Com cravinas amarelas.

Ó meu São João de Braga,
És de Braga e és braguez,
Cantemos o São João
Cantemo-lo outra vez!

O Hino da Cidade de Braga

Braga Augusta, teu historial sem par,
Que nos apraz lembrar, já muita idade tem
São nobre os trilhos do teu mui longo andar,
Que até nós vêm teus cidadãos e filhos.


REFRÃO: 
Bracarenses, soem hinos
À cidade digna de louvor e glória
Nós cantamos Braga Eterna
Que uniu sempre a Fé e a Pátria em sua história


Desde Roma foste notável povo
Sempre em melhor renovo
E voz altiva já!
Mas existias há muito tempo cá
E no manhã serão mais os teus dias

REFRÃO

Da Galécia capital foste leal;
E outra vezm por sinal,
Co'o Suevo cá chegado
Que à Cristandade, por conversão real
Deu um Estado nesta Augusta Cidade

REFRÃO

Desta Pátria Teresa e Henrique avós
A Catedral a sós
Os guarda em seu poder
E Portugal Afonso o põe de pé
Por esta Sé D. Paio Mendes ter

REFRÃO

Arcebispos Senhores todos eram
E em couto bem mer'ceram
Terras que Afonso doou
E a Catedral, que Portugal mais velha,
A Igreja espelha que o mundo a Deus levou

REFRÃO

Pedro Hispano luso cosmopolita
Foi teu metropolita
Antes de Papa ser.
E ensinou toda a Europa então
Que remoçou com tão alto saber.

REFRÃO

Dois milénios levou o tempo à foz
Desde a romana voz
Que augusta te chamou
Por graça infinda o bimilénio após
Não te enrugou, és jovem Braga ainda!

REFRÃO


Os teus montes Sameiro e Bom Jesus
Bênçãos de graça e luz 
para os teus filhos são,
Mas outros mais, que aqui a Fé conduz,
Partir não vão sem graças celestiais.

REFRÃO

Na bandeira são singular brasão
De secular acção 
O branco e azul da cor
Luta e porfia de quem em seu labor,
Só no Senhor e em si, feliz, confia.

REFRÃO

Baluarte de nobre tradição
Que tanta geração
Prendou com seu viver;
Que Deus, enfim, por sua dignação,
Te faça ver mais milénios assim!

(Hino da Cidade de Braga; música oferecida à cidade em 1856 por Fernando José de Paiva; letra de 1999, da autoria de Amadeu Torres)

sábado, 22 de junho de 2013

A dança do Rei David


Desvalorizar o São João todos os anos

Apesar de continuar a congregar as forças vivas do município e desempenhar um importante papel na dinamização associativa, na última década e meia tem-se assistido a um notório esvaziamento do programa das festas de São João. Para memória futura, recordemos alguns eventos dissipados:


Um outro aspeto fundamental que se esvaneceu na última década e meia foi a animação de ruas, que percorria diariamente as ruas do centro histórico às 09h00 e 15h00. Fazendo, por exemplo, a analogia do programa das festas em 2012 com o programa elaborado para as festividades de 1994 existem diferenças muito significativas. Atualmente subsiste apenas uma sessão de fogo de artifício, lançada do alto do monte Picoto na noite de S. João. Em 1994 foram cinco as sessões pirotécnicas.
Igualmente se perderam iniciativas que fomentavam a participação e integração da comunidade nos próprios festejos, nomeadamente o concurso de cascatas, dinamizado habitualmente por associações juvenis, e o concurso de montras sanjoaninas, que era uma forma de associar os comerciantes ao evento. A grande perda e esvaziamento refere-se, no entanto, à promoção da etnografia e folclore. Se é certo que continua a estar inserida na programação a realização de um festival folclórico, não é menos verdade que o mesmo tem cada vez menos impacto na população.
A aposta económica do evento também é relevante no seu sucesso. O São João de Braga evidencia, neste aspeto, um protagonismo regional superior. Por exemplo, as Festas da Agonia, que se realizam numa cidade e município bastante menos poderoso económica e demograficamente, teve como orçamento, em 2012, um valor a rondar os 440 mil Euros, praticamente o dobro do orçamento do S. João de Braga, que se cifrou em 250 mil Euros. As Feiras Novas em Ponte de Lima e as Festas das Cruzes em Barcelos também apresentaram, em 2012, um orçamento acima das festas de Braga. Observe-se ainda que, em 2012, o município de Vila Verde gastou apenas menos 40 mil euros que Braga com as suas festas municipais. Este facto pode induzir um certo teor de esvaziamento e banalização das Festas de São João que é urgente combater. As principais celebrações comunitárias de uma cidade e município com a dimensão de Braga devem ser capazes de atrair patrocínios e apoios institucionais que superem largamente as possibilidades dos municípios vizinhos.

Braga já tem um USE-IT!

http://cochinilha.blogspot.pt/
A cidade de Braga conta, desde a passada quinta-feira, com uma versão do mapa turístico integrada na versão Use-It Europe. Vão ser cerca de 40 mil exemplares que vão ser disponibilizados gratuitamente em Portugal e em várias cidades europeias, potenciando assim o interesse de ilustres visitantes por esta augusta urbe.
Trata-se de um Mapa para Viajantes Curiosos e tem como objectivo fornecer informação que pensa para além do turismo dito mais convencional: vai de encontro às necessidades dos viajantes independentes que estão interessados em fazer uma visita genuína e informal, que querem descobrir ativamente a cidade real tal como ela é vivida pelos habitantes locais. Este mapa é, portanto, escrito por quem melhor conhece a cidade – os bracarenses –, tentando ser aquele amigo do amigo em casa de quem estamos a pernoitar e que ao pequeno almoço nos rabisca num guardanapo indicações acerca daquilo que não devemos mesmo perder, sem papas na língua e com honestidade, falando do que melhor e pior tem a cidade.
Disponível em inglês e em português no formato de um desdobrável impresso e online, o USE-IT contém, além de um mapa de orientação de Braga, referências a quase 100 locais de interesse – entre monumentos, restaurantes, lojas, bares, espaços culturais. A seleção é feita de uma forma totalmente independente e de acordo com critérios que fogem do turismo massificado.
Distribuído gratuitamente em Braga, pelos postos de turismo, hostels, universidade e outros locais de afluência, e também no Porto, Lisboa, Guimarães e várias outras cidades na Europa, o USE-IT Braga surge pela mão da Calote Esférica – a mesma equipa que produziu o USE-IT Porto e o USE-IT Guimarães –, e integra uma rede Europeia em plena expansão que conta já com mais de 20 cidades, como Bruxelas, Praga, Oslo ou Viena, representando uma marca de qualidade no que diz respeito ao turismo independente.

PS: Tive o gosto de pertencer à equipa que elaborou este mapa e é com particular gosto que o vejo vir à luz do dia, depois de avanços e recuos e da promessa que seria integrado na Capital Europeia da Juventude. Pessoalmente não posso deixar de lamentar a atitude de alguns responsáveis do GNRation e da Fundação Bracara Augusta. Na véspera do lançamento do mapa, estando os seus responsáveis a ser entrevistados na RUM, anunciando o programa do lançamento e o facto do Professor Miguel Bandeira ter sido convidado pela equipa a fazer a apresentação do mapa, e surgiu um telefonema desses responsáveis (que financiaram o projecto, mas não o fizeram...) a exigir que o convidado fosse desconvidado. Naturalmente que não foi desconvidado... Esteve presente e falou muito bem!
Recorde-se que Miguel Bandeira é um independente que está na lista dos vereadores da coligação Juntos por Braga às autárquicas.
Por aqui se prova que 37 anos no poder dos mesmos protagonistas partidários faz muito mal a uma democracia que se quer límpida, não mesquinha e com elevação. Muitos nem sequer podem almejar chegar aos calcanhares do Professor Miguel Bandeira!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A árvore que anuncia o São João

Dizem os entendidos que a nossa memória olfativa, apesar de ser aquela que é menos passível de ser materializada ou descrita, é aquela que mais nos transmite informações e que detém um cariz de permanência mais significativo.
Ora, para os bracarenses um dos indicadores mais evidentes da chegada das festas de São João era precisamente o perfume das tílias em flôr. Numa cidade onde ainda sobrevivem tantas espécies arbóreas deste género, é inevitável esta associação. Como não lembrar as velhas tílias da avenida Central e o perfume com que inebriavam os bracarenses?
Cheiram as tílias, chega o São João!

O São João é de Braga!


aBRAGA-te: ser bracarense em Lisboa

O ABRAGA-TE é um projeto formado por um grupo de 8 jovens de Braga, entre os 27 e os 31 anos, a residir e a trabalhar em Lisboa. Apesar do boom e sucesso da Capital Europeia da Juventude em 2012, houve por parte de todo o grupo, alguma necessidade em tentar descentralizar o que de culturalmente  há de bom em Braga, sobretudo a nível musical, e trazer isso à capital que tão bem os recebe todos os dias. Este grupo, sem falsas modéstia, é uma boa amostra representativa da juventude Bracarense: dinâmica, empreendedora e com garra.
Da Música à Gastronomia, passando pelo Empreendedorismo e Solidariedade, o ABRAGA-TE vai apresentar-se em Lisboa no próximo dia 30 de Junho (Domingo) das 14h às 20h no Bi + CA (dentro do Lx Factory).

O ABRAGA-TE em Lisboa é um evento, que se pretende enérgico, cujo mote principal é o inter-regionalismo cultural.
Para além do foco musical, este projecto pretende reunir o que de melhor conhece da cidade de Braga através de exposições, performances e ideias de negócio que nasceram e vingaram na Bracara Augusta  e apresentá-las na capital lisboeta. Foi ainda lançado um desafio: fotografar a Bracara Augusta e ajudar a partilhar a cidade de Braga através dos olhos dos bracarenses. Para isso basta colocar o tag #abragate nas fotos publicadas no Instagram.

Pretende-se que este evento comece por volta das 14h e termine às 20h, com concertos a decorrer e um DJ set. Teremos as bandas Eggbox (https://myspace.com/eggboxx) e os Angúria (https://myspace.com/bandanguria), e o DJ Paulo Campos. Além disto, terá lugar uma livre performance de ilustrações com a Raquel Costa; degustação e mostra de produtos gastronómicos de Braga; projeção de vídeos promocionais ou alusivos à cidade; apresentação de um  roteiro turístico com oferta de vouchers de desconto em locais e serviços de Braga, para serem sorteados durante o evento; e, sobretudo, muita animação! 

De referir que todos os lucros provenientes do evento irão reverter, na totalidade, para um Lar de infância e juventude de Braga, as Oficinas de S. José.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

História das Festas de São João em Braga

As Festas de São João são um momento de particular ênfase no calendário anual de qualquer bracarense. São ainda, pela sua história e tradição, uma altura em que bracarenses rurais e urbanos se unem em torno dos seus símbolos e identidade.
Por isso mesmo, e dadas as ausentes oportunidades de aprofundamento destes temas, a Braga + e a JovemCoop vão promover duas iniciativas que visam um conhecimento maior das festas sanjoaninas.
Esta noite, a partir das 21h00 vai decorrer uma sessão sobre a história destas festas, que vai ser acompanhada devidamente por músicas populares sobre as Festas de S. João de Braga, pela Associação Cultural e Festiva "Os Sinos da Sé". A iniciativa realiza-se na videoteca municipal da rua do Raio.
No próximo sábado, pelas 15h00, junto ao INATEL (avenida Central), daremos início a uma actividade que visa conhecermos melhor a etnografia da zona de Braga, os trajes típicos e as danças que os nossos antepassados nos legaram. A iniciativa vai ser guiada pelo Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio, o mais antigo do género na cidade de Braga.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O rosto mais conhecido dos bracarenses

Desde cedo, as festas de São João se foram apropriando de todos os elementos unificadores do município de Braga. Tratou-se de um movimento natural da população em relação ao seu momento mais desejado do calendário.
Por isso mesmo, cedo começaram a surgir símbolos associados às festas de São João cujo uso se multiplicou, influenciou rotinas e perdurou no tempo. O mais autêntico destes símbolos é a iconografia, entretanto muito divulgada e já estendida para fora das fronteiras de Braga: o São João Menino.
Trata-se de uma imagem da cintura para cima, envolta numa moldura semi-circular, na qual surge uma criança aureolada com cerca de quatro anos, vestida de pele animal, segurando o cordeiro com a mão esquerda e tendo a direita agarrada a um cajado do qual surge a inscrição “Ecce Agnus Dei”. Esta iconografia, que foi o elemento base da maior parte dos cartazes das festas entre 1910 e 1950, continua ainda hoje a ser presença assídua nos desenhos das decorações e iluminações que adornam as ruas da cidade nos dias da festa e, até, nos próprios cartazes, como aconteceu ainda em 2011. Trata-se de um elemento indissociável das festas de São João de Braga.
Pena que o cartaz deste ano tenha ido buscar uma imagem semelhante, desconsiderando esta, e ainda lhe tenha acrescentado um martelo, que não é propriamente um símbolo da tradição sanjoanina bracarense.

Para os indecisos à esquerda

Braga está a poucos meses de mudar de Presidente da Câmara. Seja Ricardo Rio, que aparenta o favoritismo, seja Vítor Sousa, vai surgir um novo rosto a liderar os destinos do município.
O cenário de bipolarização apresenta-se como uma evidência, todavia não há que descurar o peso dos eleitores que se definem de esquerda, que estão fartos dos vícios da gestão socialista da autarquia, mas que mantêm um sólido preconceito para com os partidos de direita, nos quais se recusam a votar.
Para esses o dilema vai ser outro: ou votam na CDU ou na candidatura de cidadãos e políticos apoiada pelo Bloco de Esquerda.
Ora, para estes eleitores o dilema poderá ser resolvido da seguinte forma. Se querem eleger um vereador simpático para o Partido Socialista e que tem feito de Ricardo Rio o principal alvo da sua crítica e que, portanto, se prevê venha a estar mais disponível para colaborar com um executivo liderado por Vítor Sousa do que num executivo liderado pela coligação Juntos por Braga, então devem votar em Carlos Almeida. Se dúvidas havia desta harmonia socialista e comunista, escutemos com atenção o interessante programa da RUM, "Praça do Município". Ainda há dúvidas camaradas?
Se os eleitores, admitindo que o melhor para Braga é que o PS não volte a ganhar pela 10.ª vez a Câmara, e que desejam eleger um vereador que tem noção que o adversário principal dos bracarenses é quem nos lidera há 37 anos e que comenta o essencial em detrimentos das confusões entre Governo central e executivo local, que só servem para instigar falácias no eleitorado, então devem votar na Cidadania em Movimento. São de esquerda é verdade, mas - pelo menos em alguns casos que bem conheço - são movidos pelo amor às causas da terra e não fazem, de maneira nenhuma, o jogo do único partido político que gere os destinos do município desde que há democracia. Aqui pode haver sem dúvida, maior perspectiva de colaboração num futuro executivo.

Outra questão de Confiança

DM, 15/06/2013
Alertamos aqui para umas estranhas movimentações na antiga Saboaria e Perfumaria Confiança. Afinal, a antiga fábrica estava apenas a ser alvo de uma limpeza, promovida pelos serviços da Câmara Municipal de Braga.
Uma atitude que louvamos, depois de meses difíceis com uma sucessão de pequenos incêndios. Esperamos agora que este espaço possa ser utilizado para iniciativas culturais e seja preparado com as condições mínimas para concertos ou exposições. Um espaço cultural não precisa de projectos megalómanos para se sustentar. É preciso, sim, vontade e criatividade.
Enquanto não há verbas para a sua recuperação, há que dar uso a um equipamento que agora pertence a todos os bracarenses...

domingo, 16 de junho de 2013

MAIOR AO DOMINGO: Fátima Pereira




(Des) Valorizar Braga, todos os dias

Processos de valorização territorial envolvem modos de potencialização de factores de progresso ambiental, cultural e económico de uma determinada região. Exige uma gestão e monotorização estratégica de cada intervenção e seu enquadramento em acções integradas e concertadas de modo a que se garanta que cada investimento isolado cumpra a prossecução eficiente e eficaz de uma visão estratégica para a cidade. Requer uma mudança nos paradigmas de políticas públicas numa abordagem a um novo modo de gestão municipal muito mais participativo, flexível e capaz de envolver investimentos e agentes públicos e privados.

A era actual exige uma gestão municipal capaz de estabelecer a transição de uma época excessivamente apoiada pela abundância de recursos públicos sem uma prévia avaliação do impacto, da utilização e da sustentabilidade dos investimentos para uma capaz de realizar uma gestão eficiente dos recursos quer económicos - resultado dos nossos impostos, quer ambientais, culturais, quer patrimoniais. O momento em que vivemos é um desafio à capacidade de gestão dos responsáveis políticos mas também uma oportunidade de repensar o modo como o território é avaliado, o dinheiro público é investido e como são abordados os agentes e os cidadãos, enfim trata-se de uma inovação no modo de construção de políticas públicas, neste caso de políticas municipais.

Valorizar ambientalmente uma cidade, numa perspectiva de actuação das políticas municipais, requer a consideração da qualidade do ar e/ou da poluição atmosférica, a saúde pública, a criação e manutenção de espaços verdes urbanos. Existe uma consciencialização geral acerca da escassez de espaços verdes, da necessidade de um maior investimento na estrutura ecológica, uma necessidade de ir além de meros arranjos florais da cidade que muito custam ao bolso da autarquia. Exige acção e não mera publicidade em época eleitoral como aconteceu com o Parque das Sete Fontes em 2010 em que o executivo socialista assegurou que teria mais de 20 hectares e a cidade ainda hoje reivindica a sua construção. Referir qualidade do ambiente urbano numa aproximação à cidade de Braga requer a exposição de um estudo da Organização Mundial de Saúde (2011) em que das cidades analisadas Braga surge em segundo com pior qualidade do ar. Importa simultaneamente considerar a investigação de Rute Pinto que concluiu que “Braga apresenta já problemas típicos das grandes cidades, tais como contaminação e poluição urbana, os quais põem em risco a viabilidade ambiental destes espaços agrícolas. Neste sentido, há que melhorar a qualidade ambiental que condiciona a utilização agrícola das hortas urbanas de Braga, para assim garantir o seu uso adequado, sem riscos para a saúde pública e para o ambiente da cidade, e contribuindo para o desenvolvimento sustentável”. Terá a gestão municipal contribuído para a valorização ambiental de Braga?! Importa pensar a estrutura ecológica da cidade, a mobilidade, a segurança, os circuitos cicláveis e uma panóplia de elementos decisivos para a qualidade do ambiente urbano.

Falemos da questão cultural de Braga, das suas raízes históricas e culturais, do seu património e da sua identidade, falemos do projecto “A Regenerar Braga” e da sua capacidade de valorização do nosso património, da nossa recriação histórica e da afirmação da identidade de Braga. Poderá considerar-se um período marcado por contínuas acções de cidadania, em que muitas opções foram durante a fase de obra contestadas e que neste momento a posteriori continuam quer devido à ausência de qualidade dos materiais aplicados, do estado dos pavimentos quer em relação às opções urbanísticas preconizadas. Mas o que devemos neste momento reflectir, sem nunca esquecer que milhões de euros de dinheiros públicos foram investidos, é o real impacto destas obras no desenvolvimento da cidade, na sua valorização patrimonial, no incremento ao investimento privado e na sua atracção turística e projecção cultural. Neste âmbito consultar reflexão já explanada neste blogue, “Deverá a cidade antiga querer parecer nova? Braga renovou ou revitalizou o seu centro histórico?”. Um regulamento municipal demasiado permissivo e um fraco acompanhamento dos nossos palacetes, casas e bens patrimoniais tem permitido a destruição individualizada de imóveis que serão e seriam a riqueza patrimonial e cultural de Braga, referimos o antigo Palacete Matos Graça e o destino previsível do palacete Domingos Afonso, entre outros. Terá ao longo dos tempos a gestão municipal contribuído para a valorização, fortalecimento e projecção de aspectos históricos que fazem de Braga uma cidade única?!

Quanto à realidade económica Braga tem tido uma cultura de despesismo de dinheiro público. Sem que tenha criado condições para a aumentar a sua projecção turística, para a sua afirmação cultural, e para a criação de qualidade de vida aos munícipes, tendo sempre como ponto de partida o que exige ao nível de impostos e taxas municipais, tem investido milhões de dinheiro público sem qualquer contrapartida favorável que permita o retorno do mesmo. Pensemos nos 8 milhões investidos na piscina olímpica; os  3 milhões para expropriação de edifícios adjacentes às Convertidas e que fizeram de Braga notícia nacional pelas piores razões, entre outros milhões desperdiçados e que poderíamos enunciar faz com que eu entenda que esta gestão socialista vive num total desrespeito pela condição económica e pelo esforço de cada um de nós em financiar tais investimentos quer directa quer indirectamente. Enquanto continuamente acusa os responsáveis nacionais sem que cumpra o seu papel e baixe os impostos e taxas municipais e procure investimentos que movimentem a economia local. Destaco a questão do Programa Jessica que viu recentemente aprovados 24 projectos num investimento total de cerca de 146 milhões de euros sem que Braga tenha sido destino de nenhum deles em comparação com Porto, Vila Verde, Barcelos, Aveiro, entre outros, sendo que a cidade dispõe de um cluster forte ao nível da construção civil que anseia orientação e estratégias concertadas. Terá sido a gestão municipal capaz de alavancar o investimento privado ao abrigo por exemplo deste programa?! Terá a gestão municipal Valorizado Braga?!

Valorizar Braga, todos os dias é reconhecer os seus atributos ambientais, patrimoniais, culturais e mas também reconhecer a capacidade, o valor e a força de determinados agentes e cidadãos em lutar por uma Braga Maior. Braga é a cidade onde nasci, onde vivo e à qual reconheço uma vasta riqueza patrimonial e cultural. Não terá a gestão socialista com as suas intervenções Desvalorizado Braga, todos os dias?!