domingo, 9 de junho de 2013

MAIOR AO DOMINGO: João Marques


Um novo começo
Hoje Ricardo Rio apresenta-se a Braga, de forma oficial, como candidato a presidente da Câmara Municipal. Apresenta-se, portanto, um homem, com um rosto, um percurso e uma história que os bracarenses conhecem e que o concelho aprendeu a respeitar.
Para mim, que estive com Ricardo Rio desde o primeiro dia, este é um momento ainda mais especial. Lutei, primeiro internamente, pela sua escolha como candidato à autarquia. Bati-me, sem amarras ou condições, porque acreditei, logo ali, no distante ano de 2002, se a memória não me atraiçoa, que nele se juntavam qualidades humanas, competências técnicas e capacidades políticas que traduziam, na perfeição, o ideal do autarca moderno, melhor, o ideal do político moderno. Longe de lógicas "umbiguistas" e avesso a intrigas espúrias, o Ricardo (que entretanto fez o favor de se tornar meu amigo) sempre mostrou grande incompreensão, para não dizer mesmo uma tremenda exasperação, para com a pequena política. Perante inconsequentes questões de polichinelo e fogos fátuos animados por protagonismos bacocos foi intransigentemente inflexível no desinteresse e militantemente estóico na sua desqualificação, preferindo dedicar-se a explicar a estratégia que tinha para o concelho a todos quantos o quisessem ouvir. A ideia de futuro que perfilhava para a "sua" Braga incluía todos os bracarenses e convocava cada um deles para a sua plena concretização. 

Mais de dez anos depois, o trabalho aturado, honesto e dedicado que empreendeu está finalmente a dar os frutos pretendidos. Provando que Braga não é uma paixão ocasional, mas um amor para toda a vida, a tenacidade e a resiliência que pôs ao serviço dos bracarenses renderam-lhe um lugar especial no coração dos seus concidadãos. Eles que, já hoje, o vêem como um qualificado provedor dos seus interesses, dirigindo-se-lhe repetidamente para exporem os seus problemas, as suas angústias, a sua revolta, a sua concordância com as posições que publicamente defende, mas também e sobretudo para lhe demonstrarem a certeza de um dia, mais cedo do que mais tarde, o verem como presidente.

A apresentação que hoje se faz no Theatro Circo parecerá, por isso, um acto inútil. Se já todos o conhecem, se já todo o concelho sabe ao que vem e se, como demonstram as sondagens, a sua notoriedade é gigantesca, de pouco servirá este momento... Nada de mais errado. Hoje não é apenas o dia em que Ricardo Rio diz, olhos nos olhos, aos bracarenses que quer ser o seu presidente, devolvendo-lhes as rédeas do seu concelho. Este é, acima de tudo, o dia em que os bracarenses irão dizer a Ricardo Rio que já não o imaginam senão como seu presidente. Este é o dia em que o sobressalto cívico, repetidas vezes anunciado, mas nunca concretizado, toma finalmente forma(s) humana(s). Este é o dia em que o futuro se arvora em presente e diz não o que quer ser, mas o que será. Este é O dia!

Ainda assim, as inúmeras pessoas que farão questão de marcar presença neste acto solene não mais serão do que a concha que se junta ao ouvido para se escutar o mar. O mar, esse, chegará lá mais para setembro. Até lá, as ondas encarregar-se-ão de nos ir trazendo as boas novas da maré cheia que se anuncia para o final do verão, mostrando, à saciedade, como é tão inelutável a verdade empírica e não contestada de que o(s) Rio(s) corre(m) sempre para o mar.

Este é verdadeiramente um "domingo maior" e se é verdade, como dizem, que "largos dias têm cem anos", então o dia de hoje tem todas as condições para ser um larguíssimo dia na bimilenar história da nossa Braga.

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