terça-feira, 18 de junho de 2013

Para os indecisos à esquerda

Braga está a poucos meses de mudar de Presidente da Câmara. Seja Ricardo Rio, que aparenta o favoritismo, seja Vítor Sousa, vai surgir um novo rosto a liderar os destinos do município.
O cenário de bipolarização apresenta-se como uma evidência, todavia não há que descurar o peso dos eleitores que se definem de esquerda, que estão fartos dos vícios da gestão socialista da autarquia, mas que mantêm um sólido preconceito para com os partidos de direita, nos quais se recusam a votar.
Para esses o dilema vai ser outro: ou votam na CDU ou na candidatura de cidadãos e políticos apoiada pelo Bloco de Esquerda.
Ora, para estes eleitores o dilema poderá ser resolvido da seguinte forma. Se querem eleger um vereador simpático para o Partido Socialista e que tem feito de Ricardo Rio o principal alvo da sua crítica e que, portanto, se prevê venha a estar mais disponível para colaborar com um executivo liderado por Vítor Sousa do que num executivo liderado pela coligação Juntos por Braga, então devem votar em Carlos Almeida. Se dúvidas havia desta harmonia socialista e comunista, escutemos com atenção o interessante programa da RUM, "Praça do Município". Ainda há dúvidas camaradas?
Se os eleitores, admitindo que o melhor para Braga é que o PS não volte a ganhar pela 10.ª vez a Câmara, e que desejam eleger um vereador que tem noção que o adversário principal dos bracarenses é quem nos lidera há 37 anos e que comenta o essencial em detrimentos das confusões entre Governo central e executivo local, que só servem para instigar falácias no eleitorado, então devem votar na Cidadania em Movimento. São de esquerda é verdade, mas - pelo menos em alguns casos que bem conheço - são movidos pelo amor às causas da terra e não fazem, de maneira nenhuma, o jogo do único partido político que gere os destinos do município desde que há democracia. Aqui pode haver sem dúvida, maior perspectiva de colaboração num futuro executivo.

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