segunda-feira, 15 de julho de 2013

O único rosto da mudança

Ricardo Rio é o meu candidato às próximas autárquicas
Braga vive há 37 anos debaixo do mesmo espectro político. Desde que ganhou as primeiras eleições por escassos votos ao CDS, Mesquita Machado nunca mais largou a cadeira do poder. Seja pelo mérito, que o existe indubitavelmente, seja por uma densa teia económica gerada em torno do tipo de políticas adoptadas, o certo é que o homem tem jeito para o cargo. Nem falemos então das oposições mal orientadas e sem linha de acção, que foram sucessivamente derrotadas nas urnas. O cenário, digamos, foi propício e o protagonista também o aproveitou com inteligência e argúcia.
Braga detém hoje uma rede viária, de abastecimento de água e saneamento que chega a praticamente todo o território do município, permitindo um desenvolvimento sustentado de todo o território. Não foi apenas a área urbana que cresceu significativamente em termos demográficos e económicos, mas todas as freguesias acederam a esse mesmo desenvolvimento. Este será o maior mérito das políticas implementadas.
Todavia, há sempre o reverso da medalha. Muitas promessas de parques - Norte, Sete Fontes, Picoto - não concretizadas. Um planeamento urbanístico muito questionável. Ligações ao lobby da construção civil mal explicadas. Uma rede viária que favorece a utilização do automóvel. Uma aposta pouco significativa na cultura e na afirmação turística da cidade. Um silêncio por vezes excessivo face às medidas implementadas ou às críticas e sugestões dos cidadãos e associações cívicas.
Se é certo que foi através da democracia que os sucessivos executivos socialistas foram eleitos, e isso é inegável, não deixam de ser preocupantes os efeitos que uma permanência tão longa no poder gera na(s) forma(s) de fazer política.
Por isso mesmo, como bracarense, e respeitando aqueles que não se revêm nas candidaturas do arco do poder e vão preferir sufragar projectos mais à esquerda, a única alternativa para alterar este rumo e esta forma de fazer política tem um nome e um rosto: Ricardo Rio.
Se a coligação Juntos por Braga não vencer o sufrágio de 29 de setembro, podemos estar certos que quem vai vencer será a candidatura protagonizada por Vítor Sousa, o mesmo vice-presidente que validou o estranho negócio dos imóveis ao lado das Convertidas, a privatização do estacionamento à superfície e que diz não fugir da sombra de Mesquita Machado.
Não quero isto para Braga. 37 anos é tempo demasiado! É altura de Braga mudar o seu rumo nos âmbitos em que os sucessivos executivos socialistas ou falharam rotundamente ou foram demasiado pouco ambiciosos. Refiro-me ao urbanismo, espaços verdes e de lazer, cultura ou promoção do património. É precisamente nestas áreas que a lista liderada por Ricardo Rio tem os seus pontos fortes. Miguel Bandeira é um nome a reter no que ao urbanismo ou património diz respeito e Firmino Marques representa a luta pela preservação das Sete Fontes ou pela dinamização do associativismo local. Sameiro Araújo é a mesma mulher que bateu o pé aos sucessivos presidentes do Sporting de Braga na defesa dos interesses da sua secção e vai certamente adoptar a mesma atitude por um apoio ao desporto mais ecléctico e sem demasiados amiguismos.
Acredito pessoalmente nos méritos e na capacidade de Ricardo Rio enquanto líder e enquanto bracarense. Estou em crer que todos os cidadãos que desejam uma mudança no rumo e nas políticas que se fazem em Braga devem, pelo menos, dar o benfício da dúvida a este projecto e avaliar daqui a 4 anos se foi ou não merecedor desse voto de confiança. Um voto desperdiçado pode ser decisivo para Braga efectivamente mudar. É este o rosto que eu apoio!
Penso até que o Partido Socialista em Braga pode ser um partido diferente a partir de outubro. Terá uma oportunidade de ouro para se renovar, para apostar em outros protagonistas e numa forma mais límpida de fazer política. Em democracia não se devem excluir aqueles que foram derrotados numa lista interna, mas deve haver lugar para todas as facções e sensibilidades. Uma derrota socialista nas autárquicas bracarenses pode ser um precioso auxiliar para um PS mais forte e determinado, distante das teias do poder e capaz de se aproximar mais da sociedade civil e dos anseios dos bracarenses.
Quanto aos projectos à esquerda, acredito que poderia ser positiva a integração de um vereador no executivo seja da Cidadania em Movimento ou da CDU, se existir efectivamente um desejo de colaborar e de construir Braga. Penso que é viável.


PS - Esta é, naturalmente, a minha opinião pessoal, tal como este blogue exprime uma visão particular sobre a realidade e acontecimentos. Não a imponho a ninguém, mas exprimo-a abertamente, tal como aprecio que outros o façam à sua maneira em outros portais deste género. Já não sou tão tolerante com as opiniões expressas sob a capa do anonimato ou que visam apenas o ataque pessoal. Queremos discutir, façamo-lo racionalmente!

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