sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quinta dos Peões já tem plano aprovado

A solução apresentada vai densificar ainda mais a urbanização junto da Universidade
A Quinta dos Peões é um dos processos mais polémicos das últimas décadas em Braga. Tratava-se de um terreno experimental do Ministério da Agricultura, leiloado ainda durante o governo liderado por Cavaco Silva. A Rodrigues e Névoa aproveitou a deixa e comprou o terreno em 1995. Entretanto, a Câmara Municipal classificou o terreno como urbanizável, na sua categoria máxima. As polémicas levaram a que a solução para este local tivesse que passar por um acordo entre o detentor do terreno, a Universidade e a Câmara Municipal, estando prevista a cedência de uma área de usufruto público (4 hectares) e a construção de equipamentos sociais da academia.
Ora, ficamos hoje a saber que a Câmara Municipal de Braga aprovou ontem por unanimidade o projecto que vemos na imagem, que prevê a cedência de uma área significativa ao domínio público, onde será construída – a expensas da empresa – a nova sede da Associação Académica. O loteamento terá também que reservar áreas para serviços da Reitoria da UMinho, para um Centro de Inovação e Empreendedorismo e para um Centro de Congressos. O troço da atual estrada, que separa a quinta da universidade, será eliminado e substituído por uma ligação direta à variante do Fojo. 
Tratando-se de um terreno privado, em que o PDM permitiu uma taxa de construção elevada, pouco há a fazer para evitar a urbanização do terreno. O erro veio de trás... Por isso mesmo, a solução a adoptar acaba por salvaguardar, dentro das limitações, o campus universitário, retirando o trânsito da estrada velha de Gualtar e criando uma praça de grandes dimensões diante do edifício da biblioteca geral. 
O que não faz de todo sentido é prever a construção de um Centro de Congressos numa altura em que se fala da urgência da realização de iniciativas académicas que arrastem a universidade para o centro da cidade e quando se pretende revitalizar o Parque de Exposições de Braga como centro de congressos e exposições. Ainda por cima, o acordo impõe que o mesmo Centro de Congressos tenha que ser edificado pela promotora imobiliária detentora do terreno... 
Estranho é o facto deste assunto ter sido despachado, depois de anos pendente, pouco antes das próximas autárquicas. Não faria mais sentido a autarquia envolver os cidadãos na solução a encontrar para este espaço, através de um diálogo alargado com a sociedade civil?

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