domingo, 4 de agosto de 2013

A morte lenta das tílias do parque da Ponte

Piso de cimento e granito está a comprometer as árvores centenárias de S. João da Ponte
As tílias do parque da Ponte, já quase centenárias, encontram-se em sério perigo de desaparecer. Graças à pavimentação do recinto circundante à capela de S. João da Ponte, inaugurado há pouco mais de um ano, o acesso das vastas raízes desta espécie arbórea está parcialmente vedado, tendo já sido o possível causador da queda de uma das árvores sucedida recentemente.
Mais uma vez, o projecto de renovação do parque da Ponte vai revelando as suas falhas, tal como aqui já havíamos antes discutido.
Por aqui se vê que as intervenções no espaço público, para além do necessário envolvimento das associações e dos cidadãos que habitualmente o frequentam, exige a constituição de equipas multi-disciplinares que permitam uma discussão e abordagem ampla das intervenções.
As obras municipais não devem servir nem para mascarar a incúria, nem para alimentar egos de arquitectos, por mais premiadas que possam ser.
Efectivamente a intervenção no parque da Ponte está bem conseguida e corrije, de certa forma, as décadas de abandono e desinteresse, mas não apaga o facto de não deter bancos com encosto - que permitam que as pessoas desfrutem do local - de possuir um piso proibitivo para pessoas com mobilidade reduzida e castrador das tradições sanjoaninas, ou ainda de não possuir parqueamento para autocarros, ao contrário do que estava previsto no projecto inicial. Não nos esquecemos também do facto do parque não possuir candeeiros e da insegurança continuar a ser um problema a certas horas do dia, a mesma insegurança que fez desaparecer o busto de Gonçalo Sampaio. E as pedras dos monumentos desparecidos de Braga não poderiam estar a enriquecer este espaço, em vez de terem sido arrumadas no estacionamento da Câmara Municipal?

Vamos salvar as tílias do parque da Ponte?

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