segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Por uma Braga Maior

Ricardo Rio é o novo Presidente da Câmara de Braga
O dia 29 de setembro ficará gravado a letras de ouro na história da democracia em Braga. Depois de 37 anos de um regime absoluto socialista, os bracarenses deram uma prova de maturidade democrática, rejeitando o populismo intriguista, que usou a ameaça, o ataque pessoal e o boato para se tentar afirmar. Derrotados foram também aqueles que procuraram, de um modo absolutamente irracional, transformar as eleições autárquicas em eleições nacionais, de forma a conseguirem atingir os seus intentos individuais.
Ricardo Rio é o grande vencedor da noite eleitoral de 29 de setembro. Ganhou claramente com 46,7% dos votos contra apenas 32,8% do seu principal oponente, numa margem solidificada em muitas freguesias tradicionalmente socialistas. Foram mais de 10 anos de trabalho dedicado na oposição, período em que teve oportunidade de escutar os bracarenses e as suas instituições, dando ainda uma particular relevância aos anseios de cidadania que provocavam quem estava no poder. É um justo vencedor com a margem certa, apesar da miserável campanha de ataques pessoais e demagógicos de que foi alvo no período do desespero protagonizado por alguns socialistas. Com uma equipa muito competente e um programa eleitoral ambicioso, vai ser, estou certo, um grande Presidente da Câmara de Braga, com uma postura bem mais democrática e lisa do que os bracarenses estavam acostumados.
A CDU é outra das grandes vencedoras da noite, tendo crescido cerca de 2 mil votos em relação às eleições de 2009. Todavia, terá sido mais pela transferência de votos dos socialistas que juram não votar na direita, do que propriamente pelo mérito do seu candidato, que preferiu concentrar-se na demagogia da política nacional do que propriamente em fazer propostas alternativas concretas. Carlos Almeida foi eleito vereador e poderá dar um contributo positivo no próximo executivo, embora Ricardo Rio não precise necessariamente de contar com ele...
A Cidadania em Movimento foi uma das boas surpresas eleitorais. Retirou a maioria absoluta a todos os presidentes das juntas de freguesia da cidade e conseguiu um resultado superior àquele que eventualmente o Bloco de Esquerda teria alcançado. A boa recta final de Inês Barbosa, distante da arrogância demonstrada inicialmente por alguns dos que formaram este movimento, acabou por beneficiar a sua expressão eleitoral. Esperamos agora por um contributo positivo para o governo das autarquias em que conseguiu assento.
Registo negativo para a abstenção que subiu cerca de 5% e para uma subida exponencial dos votos em branco (3,7%) e nulos (1,8%). Um sinal do descrédito na classe política que não pode deixar-nos indiferentes...

Agora é tempo de recomeçar de um forma inevitavelmente diferente. Estou certo que todos os bracarenses que amam efectivamente Braga estão felizes pela mudança política proporcionada. Os vícios, os interesses e as suspeitas que recaíam sobre o actual poder socialista cedem agora lugar a uma renovada forma de estar.
É tempo de nos unirmos em torno de uma nova esperança e continuarmos a lutar por uma Braga Maior! Assim o continuarei a fazer!

sábado, 28 de setembro de 2013

Braga vs. Sporting: mais do que um jogo

Braga e Sporting têm demasiados pontos em comum na actualidade...
O Sporting Clube de Braga recebe hoje o homónimo de Lisboa. O que poderia ser mais um jogo da Liga, aparece com um aliciante bem mais elevado. Quem se afirma mais no firmamento do futebol português da actualidade?
Muito se tem falado sobre a inevitável disputa pelo trono do futebol português entre dois clubes que ainda aparecem muito distantes ao nível de palmarés.
O maior clube do Minho tem seis troféus oficiais nas suas vitrines, enquanto os lisboetas apresentam 45 títulos. Em adeptos e implantação no território nacional, o Sporting de Lisboa também leva a melhor. Mas, o que é que isso representa quando os resultados concretos do presente permitem uma competição acérrima entre os dois emblemas?
O Sporting de Braga está em processo de inevitável crescimento. Nos últimos cinco anos almejou um inédito 2.º lugar (que bem poderia ter sido 1.º, não fossem as pressões e jogadas de bastidores...), um 3.º lugar (que bem poderia ser multiplicado por 3, não fosse a incompetência da última época em face do Paços de Ferreira e a derrota no último jogo da Liga em 2010/2011 face ao mais directo opositor: o Sporting...), ganhou uma Taça da Liga e atingiu uma impensável final europeia. Em resultados operacionais das respectivas SAD's o Braga ficou também bastante acima do rival de Lisboa. Enquanto o maior clube do Minho coleccionou lucros, os lisboetas viram o seu estatuto financeiro afundar-se, em face da instabilidade desportiva e directiva das últimas 4 épocas.
Porém, será este desempenho capaz de afirmar o Braga como o 3.º grande, superando o homónimo de Lisboa? Talvez, não. Todavia, o presente é que define a percepção actual da realidade e neste presente é um facto indesmentível a ascensão do Sporting de Braga e a coincidência de lutar pelos mesmos objectivos - e com armas muito similares em qualidade - com o Sporting Clube de Portugal. Isso é indiscutível!
A relação entre os dois clubes não se limita a estes aspectos. Se é certo que alguns gostam de comentar a alegada proximidade institucional do Sporting de Braga com o Porto, a verdade diz que foi com o Sporting que o Braga estabeleceu mais negócios no que ao futebol diz respeito. Wender, João Pereira, Evaldo ou João Alves são os rostos de activos que o Braga deixou partir para Lisboa. Mas, há ainda os treinadores. Carlos Carvalhal, Domingos Paciência, Jesualdo Ferreira ou Leonardo Jardim passaram pelo Braga e foram parar ao Sporting. A gestão desportiva do maior clube do Minho foi, aliás, bastante apontada como modelo pelos candidatos e sportinguistas ilustres nas mais recentes eleições do clube lisboeta. Um sinal de inspiração?
Pessoalmente, não penso que o Braga deva dirigir ao Sporting a sua expectativa competitiva, mas deverá alargá-la ao Porto e Benfica. O desempenho desportivo dos últimos anos atesta isso mesmo, um Braga que é capaz de se bater olhos nos olhos com os três maiores emblemas do futebol português.  Sporting, Benfica ou Porto? Venham eles!
Podemos não ser o 3.º grande, mas somos seguramente um dos 4 grandes do panorama actual do futebol português. Resta aproveitar este embalo dado pela história actual e pela labuta de um competente presidente para fazer o clube crescer em massa humana e em títulos.
Por isso mesmo, todos os bracarenses devem converter-se ao clube da cidade. Porque o sucesso do Sporting Clube de Braga é o sucesso das nossas empresas, é o sucesso da promoção da marca "Braga", é o sucesso da actividade turística, é o sucesso do mediatismo da própria cidade.

Por isso mesmo, força Braga!!!!


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Desvalorizar Braga: relvados sintécticos

Os relvados sintécticos vão ser recordados como uma das imagens de marca da gestão socialista da Câmara Municipal de Braga. Sabemos hoje que a "brincadeira" populista dos relvados sintéticos, com que o generoso Mesquita Machado tem brindado clubes e freguesias do município, está a custar à autarquia cerca de 43,5 milhões de euros. Mais surpreendente é a verba destinada ao salário dos dois únicos funcionários responsáveis pela execução dos sintéticos: 63 mil euros, ou seja, um ordenado mensal de 2.260 euros.
Aqui está o exemplo de uma parceria público-privada à moda de Braga, da qual os maiores beneficiários são os empreiteiros que a constituem e...obviamente os cidadãos que vão utilizar estes equipamentos construtivos.
Confesso que é bastante mais agradável disputar uma partida de futebol num campo com relvado sintético e que até se justifica a construção de alguns exemplares numa cidade com o nível de Braga. Todavia, o exagero é questionável e os próprios clubes de futebol se começam a queixar da falta de condições económicas para manter este tipo de espaços. A prova de uma acção política pouco discernida.

Esperemos que os socialistas de bom senso saibam fazer a devida auto-crítica. O populismo rende votos, mas não dura para sempre.

Assim se desvaloriza Braga...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O que está em causa nas eleições autárquicas


Aqui está um vídeo que explicita brevemente o que vamos eleger no próximo domingo: assembleia de Freguesia, Junta de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal. É isto que vamos ajudar a eleger...e não o Governo, como alguns de forma desinteligente querem fazer crer.
Devemos escolher, pois, os melhores para o desempenho das funções autárquicas!

domingo, 22 de setembro de 2013

Desvalorizar Braga: Campo da Vinha

O Campo da Vinha no mapa de Braga Primas (1756)
O Campo da Vinha após a sua reformulação inaugurada em 1997
O Campo da Vinha continua hoje a ser um espaço importante para os bracarenses. Voltou à agenda mediática nas vésperas das últimas autárquicas, com a garantia de Ricardo Rio em promover a sua reabilitação como espaço público. É a maior praça de Braga e há quem diga que já nem sequer pertence aos bracarenses.
O Campo da Vinha, um dos espaços cívicos mandados abrir pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa, já foi vinha e teve socalcos. Foi o Arcebispo D. Frei Baltazar Limpo quem, no final do século XVI, o mandou "alisar" e rectificar. Um dos seus lados é encurvado devido ao facto de estar encostado à muralha medieval da cidade. Para aqui desaguava também o postigo de Santo António, sensivelmente no lugar onde hoje está a rua homónima. No seu entorno foram surgindo importantes edifícios como o convento dos frades agostinhos (Pópulo), o convento das beneditinas de Vitorino das Donas (Salvador), o hospício dos monges de Tibães e o primeiro seminário da Península Ibérica, instalado em 1561 no lado sul da praça. Na zona superior da praça existiu, até 1769, uma capela dedicada a Nossa Senhora do Amparo, que detinha uma nascente de água.
A praça Conde de Agrolongo teve diversas utilidades ao longo da sua história, desde local de feiras, concentração militar, jardim ou estacionamento. A solução para aqui encontrada em 1995 não foi nada consensual e ainda hoje há quem peça uma nova solução. Os espaços comerciais estão quase vazios (resta uma loja da TUB arrendada à Câmara pelo filho do Presidente...) e o "mamarracho" estraga a visibilidade estruturante da praça, que adoptou o nome do bracarense brasileiro, que remodelou o asilo de mendicidade no antigo convento do Salvador. Cada vez mais urge renovar esta praça, devolvendo-a efectivamente aos bracarenses.
Assim se foi desvalorizando Braga...

Avenida da Liberdade: artéria aorta de Braga

Através do grupo Memórias de Braga do facebook, temos tido acesso a fotografias da Braga d'outros tempos, numa efectiva promoção do conhecimento a respeito da evolução histórica da nossa cidade. Nos últimos dias têm sido partilhadas diversas fotos antigas da avenida da Liberdade, ainda a surgir por entre os escombros das velhas ruas das Águas e da Ponte.
Aproveitamos este facto, para aqui deixar novamente um pouco do percurso histórico da nossa cidade.
Remontando talvez à Idade Média, a principal avenida de Braga obedece ao traçado da antiga estrada para Guimarães que, saindo da antiga Porta do Souto se encaminhava irregularmente para Sul em direcção ao rio Este. Esta artéria já aparece representada no famoso Mapa de Braga de 1594 dividida em três ruas diferentes que se sucediam. As ruas que deram origem à actual avenida eram de traçado irregular, bastante apertadas e de forte inclinação. A primeira era a rua de Ágoas que, partindo do antigo Campo de Santana (avenida Central), terminava junto à antiga igreja de S. Lázaro. A seguinte artéria era a rua de S. Lázaro que se estendia até um pouco mais abaixo. Seguia-se, até ao terreiro de S. João da Ponte, precisamente a rua da Ponte que, tal como o nome indicia, culminava na antiga ponte medieval que fazia o trânsito para Guimarães. A unificação das três ruas apenas se dá no inicio do século XX e em diversas fases, só ficando concluída em definitivo com a demolição da antiga igreja de S. Lázaro em 1976. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

S. Victor merece o melhor!

O percurso de Ricardo Silva é amplamente reconhecido na sociedade civil bracarense
O meu candidato a S. Victor chama-se Ricardo e não usa a intriga e a calúnia para se afirmar. Afirma-se pelo seu percurso cívico exemplar, pelo apoio a causas e a pessoas, pelas suas ideias e valores. O seu passado e o seu presente falam por si. A maior freguesia de Braga vai ficar bem entregue! Força Ricardo Silva!

Ah! E, ao contrário de outros, o Ricardo vai poder sufragar a própria lista que encabeça, pois é eleitor da freguesia de S. Victor...

Uma Braga nunca dantes observada...

A Braga +, juntamente com a JovemCoop, vão assinalar as Jornadas Europeias do Património com uma inédita visita por algumas das torres sineiras de Braga.
Esta iniciativa está agendada para amanhã, dia 21 de setembro, e tem início marcado para as 09h30, junto da igreja de S. Victor.
O percurso, que vai permitir o acesso ao topo das torres sineiras, integra passagens pela igreja de S. Victor, igreja de S. Vicente, basílica dos Congregados, igreja de Santa Cruz e Torre de Santiago. Em cada um dos lugares vai ser efectuada uma contextualização histórica.
As torres sineiras, estruturas destacadas dos espaços de culto cristãos, tinham como função propagar o ritmo dos sinos ao território circundante. Na Idade Média poderiam ainda ter a missão de vigilância em tempos de tensão e ameaça. As torres sineiras tinham ainda uma função comunitária assinalável, dado que informavam a população a respeito do ritmo do relógio e davam sinal sempre que era necessário reunir a comunidade em torno de algum acontecimento, nomeadamente quando ocorriam incêndios. Até há pouco tempo, as torres sineiras eram a edificação mais elevada das cidades, aldeias e vilas, detendo, por isso, uma perspectiva privilegiada sobre os territórios onde estão implantadas. Geralmente são também construções interessantes do ponto de vista arquitectónico.
As Jornadas Europeias do Património, que decorrem entre os dias 20 e 22 de setembro, são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, envolvendo cerca de 50 países, tendo como objectivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da protecção do Património. Em cada país é promovido, anualmente, um programa de actividades a nível nacional, de acesso gratuito na sua grande maioria.

Para se inscrever basta aderir ao evento no facebook: https://www.facebook.com/events/222744744558036/ ou enviar email para associacaobragamais@gmail.com.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Desvalorizar Braga: piscinas olímpicas

As piscinas olímpicas são um dos maiores escândalos da gestão socialista da Câmara de Braga.
Dividindo os valores dispendidos nas empreitadas de projecção e construção das piscinas olímpicas de Braga, pelo número de habitantes do município, ficamos a saber que cada um de nós contribuiu com 44 euros. Não sei se muitos bracarenses deram conta deste facto - particularmente os mais ferrenhos defensores da actual gestão autárquica -  mas foram desperdiçados 8 milhões de euros...
Perante isto, sobram diversas questões. Quantos espaços verdes e de lazer, os adiados parques urbanos, poderiam ter sido concretizados a partir desta verba? Quantas iniciativas culturais, musealizações arqueológicas sucessivamente inscritas no plano de actividades, ou espaços associativos poderiam ter visto a luz do dia?

Esperemos que este tema não fique esquecido na nossa política autárquica. Deixar adormecer este erro crasso de gestão, é não defender verdadeiramente Braga...
Assim se desvalorizou Braga todos os dias!

Jornadas Europeias do Património




As Jornadas Europeias do Património assinalam-se nos próximos dias 20, 21 e 22. Trata-se de uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, envolvendo cerca de 50 países, tendo como objectivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da protecção do Património. Em cada país é promovido, anualmente, um programa de actividades a nível nacional, de acesso gratuito na sua grande maioria.
A Direção-Geral do Património Cultural, entidade responsável pela coordenação do evento a nível nacional propõe, para as Jornadas Europeias do Património de 2013, o tema Património / Lugares, com o qual pretende chamar a atenção para a dimensão humana de que o património se reveste, expressa materialmente em espaços e paisagens – urbanos e não urbanos – que nos marcam, que exploramos e com que convivemos numa relação de proximidade.
No município de Braga estão previstas algumas iniciativas, que passamos a citar:
  • Dia 20: Lar D. Pedro V e Capela de Nossa Senhora da Penha de França - Atelier lúdico e pedagógico, para observar e experimentar algumas técnicas de restauro em talha dourada, na nossa capela. Sessão aberta à comunidade escolar e local, com o temaA história e as estórias do Lar D. Pedro V . Um historiador da cidade contará um pouco da história singular e riquíssima desta instituição;
  • Dias 20 e 21: Laboratório de Conservação e Restauro
    Signinum Gestão de Património Cultural, Lda - Visita guiada ao laboratório de conservação e restauro da Signinum, em Braga;
  • Dias 20, 21 e 22: Espaços arqueológicos musealizados - Termas Romanas e Fonte do Ídolo - Acesso gratuito aos espaços arqueológicos musealizados do Município de Braga.
  • Dias 20, 21 e 22: Fonte do Ídolo - Exposição de fotografia do Concurso Municipal de Fotografia 2013, cujo tema foiO S. João no Centro Histórico e no Parque da Ponte
  • Dia 21: Centro Histórico - Prova Pedestre de Orientação, tendo como palco os espaços urbanos regenerados no âmbito do QREN/ON2 e os espaços arqueológicos musealizados do Município.
  • Dia 22: Theatro Circo - Visita guiada ao edifício do Theatro Circo.
Quem quiser participar pode obter mais informações AQUI

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sporting de Braga: um clube centenário?



Completam-se hoje 99 anos sobre a primeira noticia conhecida de uma instituição desportiva de nome Sporting Clube de Braga. Foi a 16 de setembro de 1914 que o jornal “Echos do Minho” dava conta da formação de um “novo” clube na capital minhota, anunciando detalhadamente a constituição dos seus órgãos sociais.
Este dado, assumido pela primeira vez a partir da interessante obra “A História da Bola em Braga”, da autoria de Evandro Lopes e João Nogueira Dias, não pode passar ao lado da averiguação histórica a respeito das raízes da maior instituição desportiva de Braga e do Minho.
Atualmente é plenamente assumido a data de 19 de janeiro de 1921 como a legítima data de fundação do Sporting Clube de Braga. Esta referência temporal corresponde à inscrição notarial da agreminação arsenalista. Como sabemos, muitas das associações e instituições que vão surgindo no seio das comunidades iniciam a sua actividade e organização interna muito antes de oficializarem, junto dos legítimos órgãos, a sua existência efectiva. Porém, tal não significa que não tenham existido verdadeiramente antes desse passo oficial. Portanto, a efeméride anualmente assinalada pelo Sporting Clube de Braga refere-se à data da instituição legal do clube e não propriamente à sua efetiva fundação. Este dado daria, por si só, fundamentos para uma reflexão.
A partir dos dados disponíveis, não poderemos especular a respeito de uma fundação anterior?
Em outubro de 1914, um título anunciava a nomeação de António Mendes Ribeiro como Presidente do Conselho Fiscal, em resultado do pedido de demissão do titular do cargo, António M. Rodrigues. Uma instituição desportiva que não usufruísse de certa vitalidade e organização não teria este tipo de procedimento estatutário e, muito menos, o anunciaria num órgão de comunicação local. O Sporting Clube de Braga não apenas existia, como tinha efetiva atividade.
Revista comemorativa do 15.ª aniversário do clube...
Outro dado que pode fundamentar esta especulação é o facto de não existir qualquer referência ao Sporting Clube de Braga na imprensa local ao longo dos primeiros três meses de 1921. Numa época em que os jornais primavam pelo destaque à dinamização desportiva, surpreende que não se comentasse a fundação de um clube onde eram dirigentes pessoas influentes na cidade.
É certo que surge depois um longo interregno de notícias a respeito do Sporting Clube de Braga. Contudo, tal não se verificou apenas a respeito deste clube, mas de todo o associativismo desportivo realizado na cidade, em face da participação portuguesa na 1.ª Guerra Mundial e respetiva exigência do serviço militar. Dado que a atividade desportiva se desenvolvia primordialmente a partir dos estratos mais jovens, e detinha uma particular vitalidade até 1914, podemos conjecturar uma interrupção assinalável da competição desportiva.
Após este adormecimento desportivo, a primeira notícia encontrada a respeito do Sporting Clube de Braga na imprensa aconteceu a 21 de abril de 1921 o jornal “Diário do Minho”, relatando a realização de um jogo com o Sporting Club de Algés. Nenhum dado permite inferir que se tratasse de um clube acabado de fundar. Aliás, a importância desportiva do Sporting Clube de Braga, quando na cidade prontificavam outros emblemas de igual relevo, é atestada pelo facto de nas Festas de S. João de 1922, um dos pontos do cartaz ser precisamente uma partida de futebol entre o Sporting Clube de Braga e o Futebol Clube do Porto. Este jogo, disputado no campo da Rua do Raio, atesta o destaque que a instituição almejava na cidade, sendo já tratado popularmente como “Sporting”. E, repare-se, que ser cartaz no mais importante e dispendioso evento bracarense não estava ao alcance de uma agreminação que tivesse ainda em constituição ou a viver or primeiros dias da sua efectiva existência. Mais um dado para reflexão.
Há outro dado a baralhar esta discussão sobre a fundação do maior clube do Minho. Fazendo fé em três edições comemorativas publicadas nos anos de 1934, 1935 e 1936, o Sporting Clube de Braga nascera em 1919. O mais curioso destas revistas comemorativas é a referência ao aniversário do clube tendo como ponto de partida o ano de 1919. A edição de 1934 referia-se precisamente ao 15.º aniversário do clube. Este ano talvez represente o renascimento do clube depois do interregno patrocinado pela ausência da juventude local, vergada perante o imperativo de participação na 1.ª Guerra Mundial. Porque então, décadas mais tarde, se passou a ter o ano de 1921 como referência? Talvez devido à instabilidade financeira e diretiva vivida nos anos 40 e 50 tenha baralhado os dados e documentação a respeito do memorial do clube, algo perfeitamente plausível numa instituição sempre em renovação e em mudança de instalações. Anos mais tarde, na busca de uma referência temporal, alguém terá encontrado o documento de institucionalização e tornou-o referência fundacional, ocultando uma história que, inagavelmente, se iniciou antes dessa data.
A história do Sporting de Braga foi-se construindo com diversos momentos e protagonistas, o mais marcante – sem dúvida – a épica vitória na Taça de Portugal de 1966, à qual podemos certamente acrescentar a presença numa final europeia, feito alcançado a 18 de maio de 2011 e que só esteve ao alcance dos mais importantes emblemas do futebol nacional.
Sendo certo que existiu uma descontinuidade da atividade desportiva, aferível na imprensa e justificada em factores históricos, não deixa de ser objetivo que existiu um clube chamado Sporting Clube de Braga em 1914, que terá retomado a atividade competitiva alguns anos mais tarde.
Quando instituições desportivas como o Futebol Clube do Porto ou o Sport Lisboa e Benfica, que resultaram de fusões de clubes pré-existentes, utilizam como data de fundação o ano em que iniciou atividade o clube mais antigo dessa fusão, de forma aumentar a sua suposta ancestralidade, por que razão o Sporting Clube de Braga não poderá considerar a sua primeira referência como demarcação histórica da sua fundação?
Podemos, pois, estar a assinalar, por estes dias, os 99 anos da maior instituição desportiva de Braga e do Minho. A confirmar-se este dado, no próximo ano será ano de centenário. Numa altura de grande crescimento e afirmação do Sporting Clube de Braga fará sentido o próprio clube ficar alheio a esta averiguação histórica?

sábado, 14 de setembro de 2013

O Debate: Ricardo Rio e Inês Barbosa

Ricardo Rio, como seria de esperar, foi o alvo preferido da união Vítor Sousa - Carlos Almeida. O candidato da coligação Juntos por Braga enfrentou a demagogia do discurso dos seus adversários esquerdistas, nomeadamente nos desvios tentados para o debate das políticas nacionais. Sintomas claros da percepção de Ricardo Rio como o mais que provável vencedor das autárquicas. Em outros tempos, o alvo seria o candidato socialista. Um sinal positivo para o candidato da coligação de direita, que não perdeu a lucidez e apresentou as suas propostas. Perante a inédita revolta de Vítor Sousa para com a situação de muitos reformados, Ricardo Rio fez questão de lembrar ao candidato socialista as suas especiais regalias concedidas por uma aposentação alcançada aos 45 anos...
Quanto a Inês Barbosa, foi a grande vencedora da noite, para quem assim gosta de avaliar este género de embates. A candidata da Cidadania em Movimento revelou-se e rebelou-se, pondo a nú as fragilidades do discurso de Vítor Sousa com grande classe e ironia. A miúda deu água pela barba ao candidato socialista! Inês Barbosa cumpriu também integralmente o objectivo de comentar as propostas da sua candidatura, não se perdendo em assuntos que estão ausentes das competências municipais. Uma prova de fogo ultrapassada com excelência e distinção!

O Debate: PS aplaude candidato da CDU

Uma das notas dominantes do debate de ontem foi também a falta de ideias de alguns candidatos. O candidato da CDU, Carlos Almeida, foi o rei da demagogia. Refugiou-se das questões com constantes ataques ao Governo e ao candidato Ricairdo Rio numa manifestação de ódio compulsivo, que não fica muito bem a quem se propõe a cargos públicos.
Muitas vezes foi aplaudido pela claque socialista presente, atestando a harmonia existente entre Carlos Almeida e Vítor Sousa. Onde estava a revolta comunista contra a gestão da Câmara Municipal de Braga, as negociatas ou o interesse público? Nem vê-las...
Quem assistiu ao debate percebeu que o desejo profundo do candidato comunista é a vitória socialista sem maioria absoluta, para abrir a roda do poder à sua facção. Não sobram dúvidas. Quem pensa votar na CDU por oposição ao actual Governo socialista de Braga, desengane-se pois corre o risco de estar a legitimar o que repudia. Um voto neste candidato comunista é um voto útil no PS de Vítor Sousa.
Sempre pode votar na Cidadania em Movimento ou na Coligação Juntos por Braga...

O Debate: demagogia e claque

No debate com os candidatos autárquicos ontem promovido pelo Diário do Minho e pela RUM a nota dominante pelo candidato apresentado pelo Partido Socialista foi a demagogia.
Em resposta ao desafio de Inês Barbosa a respeito da inexistência de um parque da cidade, Vítor Sousa disse que primeiro havia que se investir no acesso de água e saneamento a todas as freguesias do município. Esqueceu-se certamente de comentar a especulação imobiliária ou as surpreendentes volumetrias construtivas autorizadas sucessivamente pelos executivos socialistas. Esqueceu-se que a grande promessa do Partido Socialista em 1997 foi o parque urbano da zona Norte, o "novo Bom Jesus do Monte", que ainda hoje é uma miragem. Esqueceu-se que o parque do Picoto, cujas obras se tentam acabar antes das eleições, foi um processo que se arrastou desde 1981 e está bastante distante a sua total concretização.
O candidato socialista, a quem não escasseia a vergonha, repetiu a promessa de Mesquita Machado em 2009, de musealizar a ínsula das Carvalheiras e o Teatro Romano. Renovou o desejo de um parque nas Sete Fontes, ignorando as constantes tentativas de urbanização dos mesmos terrenos protagonizadas por camaradas do seu partido...
Quando lhe tocava comentar o seu adversário, Ricardo Rio, o candidato socialista limitou-se a criticar o actual Governo e as medidas de austeridade. As eleições autárquicas não são legislativas, por mais que a alguns irracionais seja conveniente essa vinculação.
Nota negativa para os apaniguados socialistas presentes no auditório Vita. Para além dos aplausos que constantemente interromperam o debate, não faltaram burburinhos vários, insultos e risadas quando os adversários do seu candidato e do candidato comunista falavam. Efectivamente, as derrotas vão fazer muito bem à humildade de alguns bracarenses.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Encontros de Imagem: paradigma cultural de Braga

Os bracarenses devem orgulhar-se de ser palco do maior evento da fotografia português. Os Encontros da Imagem arrancam hoje e prometem marcar o calendário cultural da cidade de Braga. O tema deste ano gira em torno da família e do amor. A grande novidade é a presença de exposições no espaço público, uma excelente ideia que visa democratizar o evento.
É pena que as televisões não dêm a atenção que este evento merece. Se um evento com esta qualidade fosse promovido em Lisboa ou no Porto, teria certamente outro mediatismo...
Os Encontros da Imagem são a prova de que a cultura é a aposta certa para tornar Braga Maior!

Pena que já não se dedique uma exposição de fotos antigas com a Memória de Braga...

Evento Maior: Ponte Party People!


É hoje, no parque da Ponte!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Desvalorizar Braga: parques de diversões...

Como não sentir saudades da Bracalândia...
A Bracalândia atraiu, ao longo de quase vinte anos, milhares de pessoas a Braga. Era o único parque temático do país e fechou as portas a 30 de Setembro de 2007, porque a Câmara Municipal de Braga tinha outros planos para um terreno, que fica paredes meias com a residência de um dos grandes magnatas do cimento de Braga. Não podia o Instituto Ibérico de Nanotecnologia ficar instalado em outros terrenos? A Quinta dos Peões?
Continuamos a questionar como é que Braga deixou fugir uma das suas imagens de marca. Perdeu tanto em visitantes sem a Bracalândia e, para calar os críticos, viu o presidente da autarquia anunciar negociações para a instalação de um grande parque de diversões... 
Dizia Mesquita Machado: "a Bracalândia vai-se embora, mas a Câmara Municipal de Braga já tem ‘entre mãos’ um projecto para um novo Parque de Diversões. “Trata-se de um projecto incomparável não só na sua dimensão, mas também nas propostas de diversão”, garantiu ao ‘Correio do Minho' em Abril de 2007.
Onde está? 

Assim se desvaloriza Braga (e se mente aos bracarenses)...

Memória Maior: o primeiro parque de Braga

O parque da Ponte foi o primeiro parque urbano da cidade de Braga

O parque da Ponte tem os dias contados como único parque urbano de Braga. Com a conclusão do tão esperado (32 anos!) parque do monte Picoto, o recinto que se instalou na antiga Quinta da Mitra vai perder o exclusivo. 
Há 100 anos atrás, os bracarenses moviam esforços para que o espaço circundante à capela de S. João da Ponte se tornasse na grande opção de lazer e convívio da cidade de Braga. Em 1882 fizeram-se um conjunto de melhoramentos sob orientação de Joaquim Rebelo, de forma a tornar o recinto num local mais atractivo aos olhos dos bracarenses.A par destes melhoramentos, as Festas de S. João também cresciam.
Apenas em 1911 se começa a desenvolver um projecto para o parque municipal, que foi instalado nos terrenos da expropriada Quinta da Mitra. Entretanto, o espaço exterior, ao cuidado da confraria de S. João, continuava e receber melhoramentos e fontes, entre estas as míticas fontes de Santa Bárbara e do Pelicano.
Em 1922 ficou pronto o novo Éden de Braga. Quase noventa anos depois foi alvo de uma reabilitação...