sábado, 14 de setembro de 2013

O Debate: demagogia e claque

No debate com os candidatos autárquicos ontem promovido pelo Diário do Minho e pela RUM a nota dominante pelo candidato apresentado pelo Partido Socialista foi a demagogia.
Em resposta ao desafio de Inês Barbosa a respeito da inexistência de um parque da cidade, Vítor Sousa disse que primeiro havia que se investir no acesso de água e saneamento a todas as freguesias do município. Esqueceu-se certamente de comentar a especulação imobiliária ou as surpreendentes volumetrias construtivas autorizadas sucessivamente pelos executivos socialistas. Esqueceu-se que a grande promessa do Partido Socialista em 1997 foi o parque urbano da zona Norte, o "novo Bom Jesus do Monte", que ainda hoje é uma miragem. Esqueceu-se que o parque do Picoto, cujas obras se tentam acabar antes das eleições, foi um processo que se arrastou desde 1981 e está bastante distante a sua total concretização.
O candidato socialista, a quem não escasseia a vergonha, repetiu a promessa de Mesquita Machado em 2009, de musealizar a ínsula das Carvalheiras e o Teatro Romano. Renovou o desejo de um parque nas Sete Fontes, ignorando as constantes tentativas de urbanização dos mesmos terrenos protagonizadas por camaradas do seu partido...
Quando lhe tocava comentar o seu adversário, Ricardo Rio, o candidato socialista limitou-se a criticar o actual Governo e as medidas de austeridade. As eleições autárquicas não são legislativas, por mais que a alguns irracionais seja conveniente essa vinculação.
Nota negativa para os apaniguados socialistas presentes no auditório Vita. Para além dos aplausos que constantemente interromperam o debate, não faltaram burburinhos vários, insultos e risadas quando os adversários do seu candidato e do candidato comunista falavam. Efectivamente, as derrotas vão fazer muito bem à humildade de alguns bracarenses.

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