terça-feira, 29 de outubro de 2013

Santos da Cunha: um bracarense de gema

António Maria Santos da Cunha continua a ser de grata memória para os bracarenses
Há homens que passaram pela vida sem pensar apenas no seu umbigo, mas com uma veia forte de altruísmo e amor à terra. Desses é bom que conste a sua memória, gravada a letras de ouro na fisionomia da sua comunidade. É o caso de António Maria Santos da Cunha.
Bairrista exacerbado, é conhecido pelo seu fervor apaixonado a todas as causas da cidade de Braga. Comerciante de profissão, cedo se envolveu em inúmeras instituições da cidade, nomeadamente no Grémio do Comércio. Foi presidente da Câmara Municipal de Braga entre 1949 e 1961, período no qual foi lançado o plano de urbanização do sul da cidade e a Rodovia. Consta que os ministros fugiam quando Santos da Cunha se aproximava, pois já sabiam que iriam ter que escutar uma mão cheia de reivindicações.
Amigo das instituições do concelho, numa célebre homenagem confessou "cada homem tem a sua paixão; a minha é a da terra!". Integrou ainda diversas comissões de festas de São João, tendo presidido à mesma nos anos de 1944 e 1945. Foi também provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga e Governador Civil, cargo que ocupava quando faleceu em 1972, com apenas 60 anos de idade.
Apesar do preconceito de alguns sectores mais radicais da política brácara, os bracarenses mais longevos continuam a louvar a memória de Santos da Cunha. Aliás, pessoalmente, continuo a preferir um presidente da Câmara que governou para e pelo povo em regime ditatorial a um presidente da Câmara com atitude e métodos de ditador em período democrático.
Jamais devemos ser ingratos com a memória daqueles que deram a vida pela nossa terra!

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